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Rieter regista subida de 74% nas encomendas de maquinaria

Em 2000, a Rieter Textile Systems, a divisão de maquinaria têxtil do grupo suíço Rieter, registou uma subida abismal de 74% na sua carteira de encomendas, alcançando os 4.68 mil milhões de francos, 145 milhões de contos. As vendas do grupo aumentaram 44.5% atingindo os 4.57 mil milhões de francos, cerca de 140 milhões de contos. A melhor progressão foi a registada nos resultados antes dos impostos que praticamente foram multiplicados por 3, para chegar aos 374 milhões de francos, 11 milhões de contos. A divisão têxtil da Rieter representou pelo seu lado 37% do volume de negócios do grupo. A sua progressão espectacular foi possível “graças às políticas postas em prática em 1999 quando a conjuntura era catastrófica”, refere Erwin Stoller, o presidente da Rieter Textile Systems, ao Journal du Textile. Mesmo num período de baixa, o grupo conseguiu manter os seus preços a um nível correcto, recusando “com uma vontade de ferro” as políticas de reduções. Ao mesmo tempo, a Rieter trabalhou constantemente no sentido de conseguir baixar os custos de produção: “Nós mantivemos os preços, e sobretudo a nossa disciplina de custos durante os anos de crise de 1998 e 1999 e no ano do boom de 2000”, explica o presidente. A Rieter beneficiou ainda da retoma do mercado mundial das máquinas para as fibras descontínuas, que servem para trabalhar as fibras de algodão ou para as misturas de fibras. Por causa desta lógica, o mercado das máquinas para fibras descontínuas registou uma progressão de 45%. “Mas é preciso não esquecer que a nossa empresa conheceu uma baixa histórica nos dois anos precedentes ao de 2000”, nota Stoller. No ano passado, o crescimento do mercado foi diminuto em quase todos os países produtores de têxteis, nomeadamente na Turquia, na China, no Paquistão e na Itália. O grupo Rieter conheceu um primeiro trimestre de 2000 particularmente acrobático porque de um dia para o outro, os empregados e as suas fábricas passaram de uma total paragem técnica para a necessidade de fazer horas extraordinárias. O número de trabalhadores, cerca de 4.000, manteve-se praticamente inalterável, apesar do boom conjuntural. Com um crescimento de 74% das suas encomendas, a Rieter estima ter mais lucros que a concorrência: Outro dos factores que beneficiou o grupo foi a compra da divisão têxtil do grupo francês Icbt, dedicado sobretudo às fibras- químicas e aos não-tecidos. A Rieter diz-se satisfeita com esta compra que lhe permite entrar no sector dos não-tecidos e desenvolver as fibras químicas. “Graças à integração desta nova empresa, tornámo-nos fornecedores de equipamentos de tapetes e de filtros industriais. Vemos um enorme potencial no sector dos não- tecidos e trabalhamos activamente em novos desenvolvimentos mesmo que actualmente os ventos no mercado mundial sejam contrários.” Mas há outro factor interessante na compra da Icbt: uma unidade de produção na China, que funciona na perfeição e que está bem integrada no mercado local. Esta unidade será em breve utilizada pela divisão têxtil do grupo. Este ano a Rieter prossegue a sua política de aquisições. Neste sentido, a empresa já anunciou a compra das actividades tecnológicas e de desenvolvimento do grupo alemão Süssen. A sua política de aquisições compreende também a compra da empresa Novibra e da sua filial na República Checa, que produz essencialmente componentes para maquinaria têxtil como. As duas empresas representam um volume de negócios na ordem dos 168 milhões de francos, 5.2 milhões de contos, e empregam 400 trabalhadores. A Rieter adquiriu uma participação minoritária na casa mãe da Süssen e prevê tomar o controle total, mas por etapas. Com estas duas aquisições o grupo helvético quer “reforçar fortemente a sua componente tecnológica”, sobretudo graças ao know-how da Süssen no sector da fiação e do tratamento das fibras longas descontínuas. Graças à Novibra, a Rieter vai-se tornar o número um mundial no sector dos componentes de substituição destinados a máquinas de fibras descontínuas e beneficiar de uma unidade de produção na República Checa, país conhecido pelos baixo custo da sua mão-de-obra.