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Riopele monitoriza produção e qualidade com IA

Um sistema de monitorização digital da produção, que está instalado na tecelagem e deverá ser alargado a todo o processo produtivo, da fiação à ultimação, e um sistema de inteligência artificial para controlo de qualidade são os avanços tecnológicos mais recentes implementados pela Riopele.

José Rosas [©Riopele]

O sistema de monitorização digital da produção, que começou na área de tecelagem, no âmbito do programa Riopele Digital, integra um sistema de software in house, que agrega a análise de big data e de métodos de inteligência artificial na área produtiva.

De acordo com José Rosas, responsável da tecelagem, o sistema «permite verificar em cada momento aquilo que está a ocorrer em cada máquina, permite efetuar relatórios de performance parametrizável pelo utilizador, relatórios pré-feitos enviados de forma automática por e-mail, dar alarmes quando algo sai fora dos padrões normais, motivos de paragem em tempo real, históricos de artigos, relatórios de andamento de cada rolo de tecido».

O responsável da tecelagem acrescenta, numa notícia publicada no website da empresa, que «toda esta digitalização resulta em benefícios ao nível da gestão, em consequência de um grau de exigência de performance acrescida e necessária para os tempos em que cada minuto conta para um bom resultado operacional da nossa empresa».

[©Riopele]
Investimentos constantes

José Rosas revela ainda que a Riopele tem efetuado investimentos significativos na área da tecelagem, nomeadamente ao nível tecnológico. «Ao nível produtivo, avançámos com a aquisição de uma engomadeira Karl Mayer, teares das marcas Picanol, Dornier e Smit, remetedeiras da marca Stäubli, modelo Safir S80, e urdideiras da marca Karl Mayer, consideradas as melhores máquinas de urdir do mundo», destaca, reforçando que «todos estes investimentos permitiram uma maior flexibilidade e produtividade, um maior controlo tecnológico com recurso a fatores de digitalização, bem como uma maior racionalização da produção, dando resposta à realidade do mercado, ou seja, entrega rápida ao cliente e qualidade».

Até final do ano, a Riopele irá concluir o projeto de integração da monitorização digital em todo o seu processo produtivo, que inclui fiação, torcedura, tinturaria, tecelagem e ultimação, numa área de 140 mil metros quadrados, indica a empresa.

A Riopele investiu ainda num sistema de inteligência artificial para o controlo de qualidade, num projeto-piloto que, até ao momento, está instalado em 13 teares. A tecnologia integra um sistema de controlo automatizado de qualidade baseado em visão computacional, com o respetivo software suportado por modelos de inteligência artificial, que deteta em tempo real, no momento da produção, defeitos em cada centímetro do tecido.

De acordo com José Rosas, «o reconhecimento dos defeitos é efetuado através de estilos parametrizados para cada artigo mediante o ajuste de sensibilidade de valores reportados num conjunto prévio de fotografias para cada artigo a ser produzido», adiantando que a tecnologia permite reconhecer automaticamente “defeitos horizontais”, “defeitos verticais” e “manchas”.

Apostas que vão ao encontro da estratégia da empresa. «A aposta no digital é permanente na Riopele, portanto vamos continuar a surpreender, quer os nossos clientes, quer os nossos stakeholders, com tecnologia que nos ajuda a ser melhores, mais produtivos e mais eficientes e também mais conhecidos no mundo da moda», tinha já garantido Rui Oliveira, diretor de sistemas de informação da empresa, ao Portugal Têxtil.