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Rorene sem fronteiras

Um ano depois de ter partido rumo à internacionalização, a Rorene, que conta com a segunda geração ao leme, olha para trás em retrospetiva, mas o objetivo é seguir em frente. Atingir os 30% de exportação direta é o farol da produtora de vestuário.

Ricardo Rocha, que na empresa fundada pelos pais há 35 anos assume atualmente funções de diretor de marketing, tem sido o mestre da embarcação da Rorene nas águas internacionais, representando a empresa nas feiras da especialidade.

Há um ano, a Rorene estreava-se na Première Vison Manufacturing e a última participação no salão parisiense convida ao balanço.

«Foi uma participação positiva» afirma Ricardo Rocha. «Falando só de exportação, no ano passado começámos com 0% e terminámos com 15%», revela o retor de marketing da Rorene, cuja meta é fechar o corrente ano com uma quota de exportação direta na ordem dos 30%. «Estamos a perceber que as feiras são muito importantes. Nas medições que temos feito no Google Analytics, sempre que estamos numa feira, a visibilidade do website da Rorene incrementa exponencialmente», aponta.

Na feira francesa consagrada ao vestuário em private label, o stand da Rorene recebeu dinamarqueses, holandeses, ingleses, suíços e alemães, contabilizando ao segundo dia mais de 30 contactos. «Temos sempre uma média de 50 contactos por feira», adianta Ricardo Rocha.

França e Holanda juntam-se a Inglaterra nos portos seguros da exportação da Rorene. «Este ano acreditamos que vá continuar a ser assim, embora tenhamos dois clientes que podem vir a ser importantes: um suíço e um dinamarquês», confessa.

A especialista na confeção de vestuário, que produz exclusivamente saias, calças e vestidos para senhora, trabalhou no passado diretamente com diversas marcas internacionais, como a alemã Betty Barclay. Hoje, a produção da Rorene está na maioria (70%) dedicada à fabricação de uniformes para a ICW, com o restante a ser destinado ao universo da moda, no regime de produção a feitio em subcontratação para empresas portuguesas.

A internacionalização trouxe novos desafios. «O cliente que estávamos habituados a trabalhar era o cliente interno e nós eramos uma empresa subcontratada. Como é óbvio, nas feiras começámos a ter contactos com clientes que são finais, já é a marca», explica Ricardo Rocha.

Dispondo de um efetivo de 55 pessoas, o último exercício fiscal foi fechado próximo do milhão de euros, valor alavancado por uma carteira de 24 clientes.