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Rosacel vê futuro verde

A empresa especialista em colchas está a apostar na sustentabilidade e na internacionalização, rumo à criação de uma marca própria. A Rosacel pretende também iniciar a construção de uma nova unidade fabril ainda neste mês de janeiro.

Helena Machado, Patrícia Ribeiro, Ana Costa, Quintino Mendes e José Meireles

Porque «os mercados e os clientes procuram, cada vez mais, produtos que não degradem ainda mais o planeta», a sustentabilidade é o caminho que a Rosacel irá palmilhar, tendo dado já alguns passos nessa direção. A garantia foi deixada ao Portugal Têxtil pelo diretor financeiro da empresa, José Meireles.

Algumas dessas novidades foram apresentadas na Heimtextil 2019, numa altura em que a produtora de roupa de cama e mesa está a trabalhar na obtenção da certificação STeP do Citeve. «Os clientes procuram algo que seja sustentável e efetivamente certificado. Se não for certificado, os produtos não têm qualquer interesse para este tipo de clientes que estamos a trabalhar», explica o diretor financeiro, apontando que o interesse por produtos amigos do ambiente chega maioritariamente de clientes de países nórdicos, dos EUA, de Espanha e de Itália.

A Rosacel quer «ser amiga do ambiente» e, por isso, na coleção apresentada na feira de têxteis-lar, apostou em produtos sustentáveis. «Os poliésteres são poliésteres reciclados, derivam da reciclagem de garrafas plásticas. Além do algodão, usamos cânhamo, linho, urtigas e bambu, ou seja, fibras amigas do ambiente», assegura. Adicionalmente, a empresa está «a desenvolver uma parceria com o CITVE, no sentido criar produtos com algodão reciclado, isto é, algodão que já foi utilizado, que seria automaticamente recolocado no mercado», revela José Meireles.

A criação de uma marca própria é uma das metas no horizonte da empresa originalmente denominada Pasiro Têxteis, e que foi, há cerca de 8 anos, batizada Rosacel. «Iremos, em princípio este ano, fazer o registo da nossa marca própria. Está a ser desenvolvida neste momento», conta o diretor financeiro. O objetivo é, precisamente, integrar todos os produtos de natureza ecológica.

Internacionalizar e investir

A participar pela segunda vez na Heimtextil, a especialista em colchas e toalhas de mesa, com cerca de 15 trabalhadores, exporta aproximadamente 40% da produção. «Estamos a tentar traçar o nosso próprio caminho e criar o nosso espaço. Como a parte da internacionalização ainda não está muito desenvolvida, não nos podemos dar ao luxo de preterir um mercado ou cliente», confessa José Meireles.

2018 foi um ano de crescimento para a Rosacel, tendo comprado cinco teares e, no final deste mês, arrancará a construção da nova unidade fabril, em Pevidém, Guimarães, que terá cerca de 4.000 metros quadrados de superfície. «Toda a gente se queixa que houve uma ligeira queda este ano. Sinceramente, na Rosacel, não a sentimos. Correu bastante bem. Aumentámos o nosso volume de negócios», admite o diretor financeiro da empresa, que faturou 1,2 milhões de euros em 2017.