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Rotura no sourcing – Parte 2

Possuir uma cadeia de aprovisionamento eficiente e de reação rápida deve ser uma obrigação para qualquer marca de moda ou retalhista (ver Rotura no sourcing – Parte 1), uma realidade cada vez mais urgente pela “disrupção do mercado” provocada pela Internet e pela globalização. Para além da alteração do comportamento do consumidor e das cada vez mais ferozes e dinâmicas pressões da concorrência, as mudanças demográficas estão também a ter um enorme impacto no retalho de moda, resultado de fatores como: o crescimento populacional, a urbanização e o aumento dos rendimentos no sentido dos chamados mercados emergentes, especialmente da Ásia. «Reagindo a estas mudanças demográficas, o sector da moda está a adotar um modelo de mercado que equilibra a procura por localização de ofertas com a necessidade de eficiência operacional», refere o relatório. «Por outras palavras, eles estão a procurar distribuir e vender produtos de forma a satisfazer as necessidades locais, enquanto gerem a produção e o inventário com processos e sistemas para entregar uma marca consistente ao nível global». A resposta para todas estas tendências por parte de retalhistas de moda e fabricantes, é tornarem-se cada vez mais exigentes com a sua cadeia de aprovisionamento, insistindo na adaptabilidade do consumidor e numa forma de trabalhar onde a «dinâmica tornou-se tão crítica quanto eficiente». Como consequência desta mudança de comportamento, são identificados pelo relatório seis casos de boas práticas: • Redes flexíveis: a capacidade de reagir rapidamente às tendências do mercado, sem investimentos dispendiosos em ativos fixos. • Cadeia de fornecimento segmentada: reconhecer que as estratégias de fluxo de produtos precisam de ser diferentes para, por exemplo, categorias de “fast fashion” e de moda. • Subcontratação adaptada: mais uma vez, aprovisionar produtos com base nas necessidades do segmento de produto e de mercado e equilibrar o baixo custo com o aumento da versatilidade. • Adiamento: deixar a diferenciação do produto final até muito mais perto do ponto de venda. • Redes partilhadas: onde os retalhistas rivais partilham uma terceira empresa de entregas, de forma a reduzir custos. • Inventário acelerado: onde produtos acabados deslocam-se para um ponto de consolidação de um terceiro antes de ir direto ao retalho, eliminando a procura por espaço num centro de distribuição particular. A conclusão do relatório é simplesmente que as cadeias de aprovisionamento das empresas de moda de hoje precisam de estar «aptas para o efeito», a fim de lidarem com uma era de rápida mudança, disrupção do mercado e complexidade alargada. «Isto significa ser capaz de responder aos mercados em todo o mundo, com uma cadeia de aprovisionamento que é suficientemente resistente para suportar choques, suficientemente ágil para responder rapidamente à mudança repentina ou inesperada, suficientemente flexível para personalizar produtos e suficientemente eficiente para proteger as margens», sublinha o documento.