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Roupa bem tratada

Baseado em cinco símbolos básicos com distintas descrições adicionais, incluindo barras, pontos, letras, números ou a cruz de Santo André, para exprimir recomendações sobre os tratamentos corretos de conservação sem o uso de palavras, o sistema Ginetex serve de base à legislação em diferentes mercados na Europa, América do Sul, África e até Ásia. O sistema foi criado nos anos 60 e é compreendido em todos os países. No entanto, a sua utilização obedece a regras. Por exemplo, não devem ser utilizados separadamente e devem referir todos os tratamentos de conservação: lavagem, branqueamento, secagem, passagem a ferro e limpeza profissional. O objetivo é fornecer aos consumidores e empresas do sector têxtil e vestuário a informação correta sobre o tratamento de conservação dos artigos, de modo que os processos indicados na etiqueta evitem qualquer dano irreversível no artigo. O Ginetex é atualmente composto por 18 países membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Itália, Lituânia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suíça, Tunísia e Turquia), nos quais os comités nacionais estão mandatados para representar a rede internacional e assegurar o uso correto dos símbolos de conservação no seu território nacional. Em Portugal, é a Anivec/Apiv – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção a entidade que tem a responsabilidade de conceder a autorização para a reprodução e utilização dos símbolos registados do Ginetex, assim como de promover a implementação dos mesmos e controlar o seu uso. «A Anivec/Apiv tem sido contactada por empresas exportadoras a quem, em determinados países para onde exportam, lhes é solicitada a comprovação da autorização para a utilização da simbologia de etiquetagem de conservação de têxteis do Ginetex», explica a associação em comunicado. «A legislação na maioria dos mercados europeus exige que o consumidor seja informado sobre os cuidados de conservação das peças no momento da compra», prossegue a Anivec/Apiv, que lembra que «como os símbolos de conservação são marcas registadas em muitos mercados europeus, as empresas exportadoras têm de obter autorização para usar os símbolos em cada país europeu em que vendem», sob risco de, caso não façam, ficarem sujeitas a ações legais. Para usarem legalmente os símbolos nas suas etiquetas, os produtores de vestuário devem contactar a Anivec/Apiv de forma a obterem a licença. «Os associados da Anivec/Apiv têm a mais-valia de poderem utilizar os símbolos em qualquer país. Contudo, lembramos que a má utilização dos referidos símbolos pode levar à suspensão ou anulação da autorização», conclui a associação.