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Roupa com pernas para correr

Os analistas da FBR Capital Markets acreditam que o “novo normal” em 2015 será uma continuação do tema dominante do ano passado, de um ambiente mais competitivo/promocional impulsionado pelo trânsito apático nos centros comerciais, mudança para o online, um sector de vestuário saturado e o influxo de novos atores. O foco neste ano será ao nível do «alinhamento do inventário, cadeia de fornecimento/omnicanal e otimização da área de vendas para a estabilização (apesar de que um cenário económico positivo poderia ajudar as vendas)». Enquanto uma das suas previsões é que o vestuário desportivo irá continuar a impulsionar o crescimento do mercado de vestuário, a análise da FBR também antevê o vestuário de desporto/lazer a ficar mais promocional. A categoria desporto/lazer (representa uma combinação de vestuário de desporto e lazer) reflete a tendência no sentido da utilização, por adolescentes e senhoras, de produtos de desporto e ioga de luxo em vez de denim ou outro vestuário informal. «Prevemos que o vestuário desportivo continue a ser um motor de crescimento global do mercado de vestuário em 2015, depois de um sólido 2014. No entanto, acreditamos que a categoria desporto/lazer poderá ser mais promocional em 2015, dada a concorrência significativa e as baixas barreiras à entrada. Privilegiamos intervenientes com oportunidades de crescimento de quota e plataformas técnicas/inovadoras.» Os analistas também acreditam que a racionalização de lojas irá tornar-se um tema mais comum. «A racionalização da loja foi um tema importante em 2014, especialmente no segmento de adolescentes. Esperamos que isso se torne mais comum, com o potencial de expansão para segmentos não-adolescentes.» Outro benefício, especialmente para os retalhistas de valor, poderá resultar dos baixos preços dos combustíveis. «O preço dos combustíveis está atualmente 34% abaixo na comparação homóloga anual e poderá cair ainda mais, dada a magnitude do declínio do preço do petróleo (50% em termos anuais). Prevemos que os intervenientes de valor beneficiem do aumento de rendimentos discricionários e acreditem que já registamos benefícios antecipados desde o 4.º trimestre até ao momento.» No decorrer do ano, a descida nos preços do algodão – motivados por uma combinação de fatores, incluindo aumento de plantações, reduzida procura e diminuição de stocks da China -, bem como dos materiais de substituição, deverão proporcionar um «impulso significativo às margens brutas do segundo semestre de 2015. Embora muitos retalhistas tenham minimizado um eventual benefício do algodão em 2015, continuamos a antecipar benefícios significativos nas mercadorias em geral.» Outra tendência dominante para 2015 é a mudança contínua para o omnicanal/digital. «Em 2014, o foco para muitos retalhistas transitou para o investimento digital/omnicanal versus físico. Pensamos que esta tendência irá acelerar em 2015, à medida que os retalhistas adaptam-se a um modelo de menor tráfego/maior comércio eletrónico».