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Ruanjo ganha na antecipação

Antecipou a epidemia do athleisure quando ainda não passava de um estado febril e, por isso, vários mercados acorreram às prescrições da empresa Maria Anunciação Fonseca da Costa, que detém a marca própria Ruanjo.

«Trabalhamos para vários segmentos. Trabalhamos para o mercado holandês, mais no vestuário de malha de valor acrescentado, e trabalhamos com o mercado inglês, mais nos segmentos de fitness e athleisure», explica a CEO Maria Costa na edição de novembro do Jornal Têxtil.

Respondendo dentro de portas aos processos de desenvolvimento, modelação, corte, confeção e embalamento, a Maria Anunciação Fonseca da Costa tem vindo a ganhar reputação como confecionadora exímia de calças de fato de treino em felpa, cujo fitting é reconhecido quer pelos pesos-pesados da indústria, quer pelas marcas emergentes do segmento. Atualmente, a produtora de vestuário fabrica aproximadamente 20 mil peças por mês, «mas está estruturada e tem meios para produzir o dobro de uma forma sustentada», sublinha a CEO sobre a capacidade instalada da empresa, garantindo 20 postos de trabalho.

A impulsionar o crescimento está, por um lado, a presença em feiras da especialidade e, por outro, a entrada da filha, Rute Dourado, que assumiu funções de consultora estratégica. «A participação da minha filha, que acabou o curso de Economia, dá-me outro ânimo. Eu tenho o know-how de 20 anos e ela tem uma visão nova», considera Maria Costa, adiantando que os planos traçados passam pela «presença em pelo menos uma feira por ano» e por «crescer para o dobro em dois anos».

Voltada para os mercados externos, que absorvem mais de 80% da produção, a empresa tem Holanda como principal destino das suas exportações e Inglaterra a assumir já algum protagonismo. «Quando fui [em junho] participar na Fashion SVP, em Londres, não tinha nenhum cliente e agora tenho dois, com possibilidade de cinco, porque tenho três em negociação de preços e desenvolvimento de amostras», revela a CEO.

Uma das atuais ocupações de Rute Dourado é a estratégia de comércio eletrónico da Ruanjo, que, a médio-prazo, poderá vir a ter pontos de venda físicos. «Trabalhamos muito o Instagram. Enviamos peças para bloggers e para youtubers. O investimento é menor, mas as críticas podem ser negativas», analisa Rute Dourado, ressalvando que, até agora, «não houve qualquer devolução».

Com um volume de negócios de meio milhão de euros, 2017 está a ser um ano de crescimento, que poderá chegar aos dois dígitos. «Está dentro da perspetiva que tínhamos de 10%», avalia Maria Costa, destacando um crescimento «ano após ano» no volume de negócios da Maria Anunciação Fonseca da Costa.