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Saldo melhora 15 milhões

A indústria têxtil e do vestuário portuguesa continua a ser responsável por uma elevada quota do total das exportações nacionais. No ano de 1999, estima-se que as exportações de têxteis e vestuário tenham representado mais de 20,7% do total das exportações portuguesas.

Os dados disponíveis até ao momento, relativos ao período entre Janeiro e Dezembro de 1999 permitem discernir claramente a tendência para uma redução (pouco significativa) no valor das exportações nacionais. O CENESTAP estima que as exportações em valor, no período referido, tenham registado uma redução de 1,45%, enquanto que as importações terão diminuído em 4,5%. É de realçar que no período em análise se verificou uma redução substancial no défice comercial dos produtos têxteis (de 136 para 91 milhões de contos), a par de uma redução no superavit do vestuário (de 458 para 427 milhões de contos).

Globalmente, registou-se uma melhoria no saldo comercial, provocado em grande parte pela citada redução do défice dos produtos têxteis. Entre Janeiro e Dezembro de 1998 a balança comercial de têxteis e vestuário registou um saldo positivo de 321,9 milhões de contos. Em 1999, e para o mesmo período, o saldo terá sido de 336,7 milhões de contos. A taxa de cobertura evoluiu de forma positiva, de 150,0% entre Janeiro e Dezembro de 1998 para 154,8% entre Janeiro e Dezembro de 1999.

As exportações de têxteis terão crescido cerca de 1,6%, enquanto que as exportações de vestuário se terão reduzido em 3,0%. Por sua vez, as importações de têxteis diminuíram em 8,4%, mas as importações de vestuário cresceram mais de 6,7% face ao mesmo período de 1998.

Analisando os dados preliminares publicados pelo INE, verifica-se uma diminuição da importância assumida pela União Europeia como destino das exportações portuguesas, com uma redução de 0,4 pontos percentuais. É contudo de assinalar que mesmo após esta redução a União Europeia ainda representa mais 84% do total das exportações portuguesas de têxteis e vestuário. A redução na importância da UE como mercado de destino foi provocada, em larga medida, pelo forte crescimento das exportações de têxteis-lar para destinos extracomunitários, nomeadamente para os Estados Unidos.

Repartindo as exportações entre têxteis e vestuário, verifica-se que a UE representa mais de 91,5% do total das exportações de vestuário, mas apenas 72,6% das exportações de têxteis.

Por grupos de produtos, considerando as estimativas do CENESTAP para o valor definitivo das exportações em 1999, destaca-se a quebra significativa nas exportações de vestuário não-malha, que foi superior a 13,6 milhões de contos, representando assim uma variação negativa superior a 5%. A variação percentual negativa mais relevante foi registada pelas exportações de tecidos especiais e tufados, próxima dos 22%.

Seguiu-se a evolução dos artigos de algodão, com uma quebra de mais de 11%, ou seja, menos 4,6 milhões de contos.