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Salsa, uma marca global

Segundo Filipe Vila Nova, o novo CEO, Pedro Fonseca, vem reforçar o posicionamento da marca a nível internacional. «Senti a necessidade de contratar uma pessoa com fortes conhecimentos de gestão e experiência em mercados para tornar a Salsa numa marca global», revelou o Chairman da Salsa durante a sua intervenção no seminário “Vestuário e Moda e as suas Estratégias de Internacionalização”, organizado pela Anivec/Apiv ontem, dia 2 de Dezembro, no auditório da Business School da Universidade Católica no Porto. A nova contratação da empresa sedeada em Ribeirão é responsável por uma equipa multinacional que tem como objectivo comum a consolidação da marca do mercado externo. «Neste momento tenho pessoas de várias partes do mundo a trabalhar neste projecto. São internacionais, vivem nos aeroportos», explicou Filipe Vila Nova. Criada em 1994, a Salsa Jeans resultou do crescimento da pequena empresa de acabamentos têxteis IVN Irmãos Vila Nova. «Comecei com um pequeno negócio a feitio. Mas rapidamente percebi que não era o negócio ideal. Tratava-se de um modelo “falido” e percebi que trabalhar para os outros não era o caminho que devia seguir. Nessa altura decidi lançar uma marca», afirmou Filipe Vila Nova. No final de 1998, a empresa apostou no retalho, abrindo a primeira loja própria no Norteshopping. A partir de então, a Salsa nunca mais parou. «Somos líderes em Portugal e estamos a crescer a nível internacional. Eu acredito que vamos ser a primeira marca global “made in Portuga”», acrescentou. Apesar da crise mundial e da concorrência feroz dos mercados de mão-de-obra de baixos custos, a Salsa só tem razões para sorrir. A marca nacional mais reconhecida pelos consumidores e considerada como um case study de sucesso, factura 100 milhões de euros por ano. «Queremos chegar aos 1.000 milhões de euros daqui a cinco anos», salientou Filipe Vila Nova. Aos empresários nacionais, o “dono” da Salsa aconselha a definirem metas, estratégias. «Uma empresa tem que saber qual o caminho para onde quer ir. Se quer ser prestadora de serviços, se quer ser uma marca nacional, se quer ser uma marca globalAcima de tudo, o que vai marcar a diferença é a nossa atitude pessoal», concluiu Filipe Vila Nova.