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Sangue novo na moda

A abertura da primeira loja, no Porto, é a mais recente conquista na carreira do jovem estilista Pedro Pinto. «A criação da marca Pedro Pinto foi um objectivo conseguido e agora espero poder levá-la a todos os pontos do país e do mundo. O facto de participar no Portugal Fashion permite que a marca chegue aos ouvidos de muita gente, mas ainda existe o mito das peças não serem acessíveis a todas as classes sociais», afirma Pedro Pinto. «Gostava de poder mostrar o trabalho além-fronteiras, mas aposta-se ainda muito pouco nos jovens criadores. No entanto, tento ser positivo e ainda acredito na inovação e no mudar de mentalidades». Depois de ter vencido, em 2005, o 3º Prémio do Programa Aliança, Pedro Pinto tem vindo a ser uma presença assídua das passerelles do Portugal Fashion, onde tem apresentado as suas propostas num desfile colectivo. Na última edição do certame, o designer apresentou uma colecção destinada a uma mulher independente, influenciada pelos anos 40, com o mote “Dark Pleasures”. «Gosto sempre de falar em "ícones" para classificar as minhas colecções e, neste caso, acho que Audrey Hepburn é a melhor escolha. Trata-se de uma colecção inspirada numa mulher triste, solitária e viúva, mas que não transparece isso para as fotografias e para fora. Deste modo, vive a solidão dentro dela, sendo forte o suficiente para transmitir sempre o oposto do que sente», explicou o estilista. «Quando a colecção estava na fase final de elaboração achei que faltava alguma coisa que transmitisse o que realmente essa mulher sentia no seu coração e no seu íntimo. Foi então que convidei um par de bailarinos para dançar durante o desfile. O que eles representaram na passerelle foi a tristeza artística e a beleza da arte sentida», acrescentou. Pedro Pinto já participou em outros eventos de moda, como por exemplo na Istanbul Internation Fashion Fair, e esteve também recentemente envolvido na concepção de uma colecção de vestuário para uma banda portuguesa. «Gosto de novos desafios», revelou o jovem estilista, assegurando estar permanentemente atento ao Mundo, na expectativa de ganhar experiência, de se informar e de procurar novas oportunidades. «Normalmente sou bastante observador e a máquina fotográfica anda sempre comigo, assim como um pequeno bloco de notas onde recolho e escrevo tudo o que seja inspirador», concluiu Pedro Pinto.