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Sanmartin, a globetrotter

A Munich Fabric Start foi, há 12 anos, um dos passos fundamentais na estratégia da internacionalização da Sanmartin, que está agora a implementar-se em força noutros mercados europeus, especialmente Itália.

O mercado transalpino começou a ser explorado apenas há três anos, mas, segundo o administrador Nuno Lemos, «já é o nosso principal mercado». Este sucesso deve-se a uma preparação cuidada na abordagem inicial aos clientes italianos e a uma oferta que casa na perfeição com as preferências locais. «O nosso produto adequa-se ao gosto. São as rendas e bordados que apreciam mais», revela Nuno Lemos ao Jornal Têxtil.

No total, a empresa fundada em 1981 contabiliza cerca de 30 mercados no currículo e conta com mais de 500 clientes ativos, tendo, na última década, duplicado a quota de exportação de tecidos. «Temos aumentado bastante a exportação. Há 10 anos era 30%», indica. Quanto a 2018, afirma o administrador, «estamos convictos que será um ano de crescimento. Vamos concentrar todos os esforços nos mercados onde já estamos presentes. Achamos que temos mais potencial para crescer nos mercados onde já temos feito o investimento do que estar a fazer experiências em mercados onde é mais incerto», acrescenta.

As feiras em Munique, Milão, Londres e Varsóvia continuarão, por isso, a ser pontos de paragem obrigatórios para a Sanmartin, que tem levado as suas propostas – com destaque para os tecidos para vestidos de noiva, incluindo organzas, tules e artigos com aplicação de pedraria – para outros pontos do globo, dos EUA ao Japão. O mercado americano, apesar da flutuação do câmbio do dólar, é visto pela empresa, que tem uma equipa comercial de oito pessoas, como uma alternativa a possíveis «oscilações negativas» de outros países, nomeadamente o Reino Unido. «Para já não estamos a sentir nada [com o Brexit]. Mas é uma questão a que estou atento. Por isso estamos a tentar os EUA», admite o administrador.

Em 2017, a política de «continuidade» da Sanmartin permitiu um crescimento de 2%, para um volume de negócios de 4 milhões de euros. Deste valor, 30% corresponderam às vendas da marca própria de moda e acessórios Stilissimo, lançada há três anos. «O objetivo foi poder dar uma imagem diferente ao produto. Há um cuidado especial na escolha de matérias-primas para a marca. Há um cuidado especial também nos acabamentos, a escolha de fornecedores é mais criteriosa», explica Nuno Lemos.

Atualmente apenas disponível em Portugal, a Stilissimo caracteriza-se por apresentar artigos «de gama média-alta. A nossa coleção é bastante vasta e tem uma parte que é premium», destaca o administrador, que deixa em aberto a sua expansão além-fronteiras no futuro.