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Sanmartin atravessa o Atlântico

Os EUA, da costa leste à oeste, são uma das apostas mais fortes da Sanmartin. A empresa, que tem junto das marcas de moda cerimonial o principal mercado para as rendas que oferece, está agora a apresentar uma coleção que junta o clássico mas também um lado mais moda.

Nuno Lemos

Primeiro esteve na linha de mira, depois seguiu-se o estudo do terreno e agora, volvida mais de uma década, a Sanmartin está a consolidar a sua posição por terras do tio Sam graças ao ingresso nas suas fileiras de um agente com escritório em Nova Iorque e Los Angeles. «Através deste agente temos chegado a clientes sólidos e aumentado a nossa presença nos EUA», revela Nuno Lemos, administrador da especialista em rendas e bordados, acrescentando que os principais destinatários neste mercado têm sido as marcas de vestidos de noiva «que vendem no mundo inteiro».

Atualmente, a Sanmartin exporta mais de 50% do volume de negócios, sobretudo para países do Velho Continente, com destaque para Itália e Alemanha. «O made in Italy vende para o mundo inteiro, portanto o mercado italiano tem sempre compradores e os nossos clientes têm sempre muito movimento», afirma o administrador. A meta, hoje, passa sobretudo pela consolidação desta estratégia de internacionalização. «Estamos a trabalhar em manter clientes e aumentar a quota de mercado nos países onde já estamos», explica ao Jornal Têxtil.

O primeiro semestre do ano pautou-se pela estabilidade, mantendo a tónica que já se fez sentir em 2018. «O objetivo era manter a presença e conseguimos. O balanço foi positivo. O mercado está bastante competitivo, com bastante concorrência, por isso manter é bom», considera Nuno Lemos.

O mercado interno, que ainda representa mais de 40% das vendas, «é bastante importante, mas está muito massacrado com a presença de players de outros países. Como Portugal atravessa uma fase económica estável, tem sido bastante apetecível para os atores internacionais», admite.

Para todas as estações

Para responder à concorrência, a Sanmartin está a apresentar uma coleção que junta um lado mais clássico, que é transversal às diferentes estações, e uma vertente mais moda. «Desenvolvemos esta nova área com aspeto vintage, de guipuras e macramés, que tem tido bastante sucesso», adianta Nuno Lemos. Uma outra preocupação tem sido a sustentabilidade, com uma maior procura por fibras naturais, como o algodão.

«Há uma certa preocupação do público final em procurar vestidos e empresas que tenham essa atenção. E nós temos tentado responder a essa procura. Ainda que para já seja bastante ténue, é um sinal», assegura.

Com um volume de negócios que atingiu os 4 milhões de euros, a Sanmartin está igualmente concentrada na otimização do negócio. Uma reestruturação interna levou a uma redução no número de pessoas afetas à empresa – são agora 30 – e o foco está numa melhor gestão e na redução dos custos. «Estamos numa fase de organização interna para podermos manter o volume de negócios», resume o administrador.