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Sanmartin mais sustentável

A empresa especialista em rendas e bordados mostra-se atenta às tendências do mercado, reforçando cada vez mais a vertente ecológica das suas coleções. Numa altura em que está a sentir algum regresso à normalidade, a Sanmartin procura crescer mais nos mercados da Europa Central e com novos clientes.

Joana Correia e Nuno Lemos

À coleção habitual, onde pontuam, entre outros, cetins de poliéster, a Sanmartin juntou versões mais amigas do ambiente. «Temos os mesmos artigos da coleção mas em opções mais sustentáveis, nomeadamente com matérias-primas recicladas», explica Nuno Lemos, administrador da empresa, que esteve presente na mais recente edição do Modtissimo. «Nota-se uma preocupação ambiental, por isso lançámos esta coleção sustentável. Temos notado uma maior procura, tanto de clientes estrangeiros como também dos clientes portugueses», revela ao Portugal Têxtil.

Face aos aumentos de custos que tem enfrentado, nomeadamente nos transportes e matérias-primas, a Sanmartin subiu os preços em cerca de 10%. «Tivemos vários aumentos e isso reflete-se no preço final. Mas o cliente está adaptado», considera Nuno Lemos. «A crise foi global e a crise dos transportes agravou também o preço dos fios e de toda a cadeia de produção, portanto, quando chega ao cliente [o aumento dos preços], ele já está informado», acrescenta Joana Correia, gestora de mercado na Sanmartin.

O cliente-tipo da empresa também tem ajudado a que estas subidas sejam aceites, incluindo nos produtos mais ecológicos. «As pessoas compreendem que a preferência por tecidos mais sustentáveis acarreta um acréscimo de preço. Quem realmente prefere tecidos mais sustentáveis aceita os preços que são praticados», corrobora Joana Correia. Aliás, destaca a gestora de mercado, «os nossos tipos de clientes já estão habituados às composições, às fibras, aos tecidos e já sabem quais são os preços praticados», pelo que «não tem havido qualquer tipo de entrave».

A empresa, que faz 55% a 60% das suas vendas na exportação, tem sentido um particular dinamismo nos mercados do centro da Europa, com destaque para Bélgica, Alemanha, França e Itália, enumera Nuno Lemos. E, apesar de haver uma certa «flutuação» nos diferentes países para onde vende, o administrador da Sanmartin tem sentido uma crescente normalização pós-pandemia e até a chegada de novos clientes, mais jovens, que animam as perspetivas para o futuro «Depois da pandemia assistimos ao desaparecimento de alguns clientes, mas também surgiram novos players e novos clientes, de uma geração mais jovem que apareceu com ideias diferentes», garante Nuno Lemos.