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Sasia celebra 70 anos na reciclagem têxtil

A empresa fundada em 1952 celebrou o seu 70.º aniversário com um crescimento do volume de negócios, alavancado em novos investimentos em inovação e tecnologia, e uma renovação da imagem a condizer com o pioneirismo da Sasia na reciclagem têxtil.

Miguel, Mariana e Libório Silva

Um convívio com os trabalhadores e o fundador da empresa, Libório Silva, foi um dos pontos altos das celebrações das sete décadas de atividade da Sasia, mas a pioneira em reciclagem têxtil tem mais motivos para festejar. «O ano do nosso 70.º aniversário foi excelente. Foi um ano em que fizemos grandes investimentos para nos mantermos na linha da frente em tecnologia, qualidade e sustentabilidade», explica Miguel Silva, CEO da Sasia e segunda geração ao leme do negócio. «Termos uma empresa que faz 70 anos, e ainda com o fundador na empresa, é um motivo de orgulho e é muita responsabilidade para os continuadores, que têm a obrigação de continuar por mais 70 anos», afirma ao Portugal Têxtil.

Desde 1952 que a empresa apostou na reciclagem têxtil, numa decisão de negócio que, nos últimos anos, assumiu ainda maior importância. A Sasia, que tem as certificações ISO 9001 e GRS (Global Recycled Standard), assume, de resto, como missão «contribuir para um mundo mais sustentável, promovendo a diminuição dos resíduos, com o objetivo que voltem a ser matéria-prima e ganhem uma nova vida numa ampla gama de indústrias».

Uma visão que está agora espelhada na sua imagem, que foi renovada este ano, «tornando-a mais leve, minimalista e com tons terra, transmitindo a sustentabilidade e naturalidade do seu produto final», revela Mariana Silva, a terceira geração envolvida no negócio.

Ano de expansão

Em 2022, o volume de negócios da Sasia deverá subir cerca de 40%, para 7 milhões de euros. «Foi um ano extra pelo aumento dos preços, mas também pelos investimentos que fizemos. Este ano continuámos a fazer um investimento grande em tecnologia e em inovação e isso deu-nos mais qualidade, porque não somos uma empresa de quantidade, somos uma empresa que se preocupa em fazer qualidade. Sempre foi o nosso foco, e vai continuar a ser, tentar ir a nichos de mercado e desenvolver materiais de valor acrescentado. Os investimentos que efetuámos este ano também nos permitiram estar noutros mercados e fazer outro tipo de materiais, diferenciados, o que nos levou ao aumento de faturação», aponta Miguel Silva.

Com uma quota de exportação que ronda os 80%, concentrada especialmente na Europa, mas diversificada igualmente por África e pela América Latina, e por vários segmentos de mercado, «o que é a nossa defesa número 1», garante o CEO, a Sasia espera que o novo ano traga a confirmação da estratégia da empresa. «2023 vai ser um ano de consolidação. Se conseguirmos os mesmos objetivos de 2022, já seria um ano excelente», admite Miguel Silva.