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SatinSkin: coleção sem fronteiras

A especialista em estamparia digital desvendou a terceira coleção própria, dedicada ao outono-inverno 2018/2019, na última edição da Munich Fabric Start. Os mais de 200 desenhos para homem, senhora e criança querem continuar a atrair as atenções de alemães, espanhóis e franceses – entre outras nacionalidades.

«Esta é a terceira coleção que fazemos. De estação para estação, a coleção tem vindo a crescer, é muito mais completa e abrangente», revela Sónia Magalhães, account manager da SatinSkin, ao Portugal Têxtil, acrescentando que, proporcionalmente, tem vindo também a aumentar «o retorno» dos clientes.

As coleções próprias, criadas por uma equipa de design espalhada por diferentes países, têm vindo a conquistar clientes em mercados como Alemanha, França e Espanha, mas também em países como a Rússia e a Holanda.

Por isso, a carteira da SatinSkin, que emprega mais de 100 pessoas, conta atualmente com aproximadamente 300 clientes ativos, incluindo confeções nacionais, o grupo Inditex e marcas de renome como a Tommy Hilfiger e a Calvin Klein.

Assumindo-se como a única estamparia digital de raiz em Portugal, a SatinSkin investiu nos últimos anos cerca de 12 milhões de euros em tecnologia de ponta para estampar tecidos e malhas para o sector moda, mas também para têxteis-lar, incluindo felpos (ver SatinSkin: digital da cabeça aos pés), apresentando atualmente uma quota de exportação direta superior a 80%.

Com uma capacidade produtiva na ordem dos 40 a 50 mil metros por dia, a SatinSkin, que em 2016 registou um volume de negócios de 9 milhões de euros, espera um novo salto da faturação para o corrente exercício.

«2017 está a ser um ano bom, continuamos com um forte crescimento, na ordem dos dois dígitos», afirma Sónia Magalhães, reconhecendo que «o ideal, era duplicarmos a produção».

Neste segundo semestre, a Munich Fabric Start foi a feira eleita da SatinSkin, que tem vindo a privilegiar a abordagem direta aos clientes.

«Estamos a trabalhar alguns mercados diretamente. Por exemplo, o mercado inglês achamos que é mais eficiente ir lá», explica a account manager .

Considerando a fase de grande expansão da empresa, planos a cinco anos são difíceis de traçar, mas há mercados que deverão concentrar as atenções da especialista em estamparia digital nos próximos tempos.

«A cinco anos não sei dizer, porque acredito que a empresa vai crescer muito, vai modificar muita coisa e os objetivos terão sempre de ser adaptados, mas há mercados que temos de explorar e outros nos quais temos de crescer. O alemão é um mercado apetecível, ainda estamos no início, o norte da Europa também e vamos ver o que o Brexit nos traz», adianta a account manager da SatinSkin ao Portugal Têxtil.