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Satinskin: digital da cabeça aos pés

Assumindo-se como a única estamparia digital de raiz em Portugal, a Satinskin investiu nos últimos cinco anos cerca de 12 milhões de euros em tecnologia de ponta para estampar tecidos e malhas para o sector moda, mas também para têxteis-lar, incluindo felpos.

«Começámos com duas máquinas de estampar e depois, com o tempo, fomos ajustando o investimento, fomos adaptando, fomos crescendo também em termos de mercado. Houve necessidade de aumentar a capacidade e fomos adquirindo equipamento – as coisas foram crescendo de forma gradual», explicou, Carlos Costa, CEO da Satinskin, na edição de janeiro do Jornal Têxtil.

Desde logo, a especialista em estamparia digital procurou servir não só o mercado da moda, que representa 90% do negócio, mas também os têxteis-lar, com a aquisição de equipamentos que permitem estampar larguras até três metros. Mais recentemente, apostou num novo processo para estampar felpo. «Como em Portugal temos algumas grandes empresas de felpos, achámos interessante investir», justificou o CEO. «Posso dizer, com confiança, que temos a maior capacidade em Portugal. Aliás, somos a única empresa exclusivamente digital. E agora, com o arranque do novo equipamento, instalado em setembro, temos capacidade para andar nos 40 a 50 mil metros por dia. Permitiu mais do que duplicar a produção», revelou Carlos Costa.

O investimento da Satinskin ascende já a 12 milhões de euros, mas o CEO aponta para 2020 como «a meta mais sensata para termos a empresa como queremos» no que diz respeito a equipamentos. «Vamos crescendo e o mercado também vai evoluindo – hoje há muito mais procura pelo digital do que havia», reconheceu. «O digital, o processo em si, a facilidade com que se fazem as amostras e a rapidez com que se consegue fazer acabam por cativar o cliente e nós apostámos muito nisso», acrescentou.

A carteira da Satinskin, que emprega 85 trabalhadores, soma já 300 clientes ativos, incluindo confeções nacionais, mas também grupos como a Inditex e marcas como a Tommy Hilfiger e a Calvin Klein. «Hoje 85% da faturação da empresa já é exportação direta», admitiu o CEO, referindo a França e a Alemanha como os principais mercados. «No ano passado fizemos uma prospeção nos EUA e agora queremos aumentar a rede de distribuição no país. Estamos a começar, temos dois clientes com quem estamos a dar os primeiros passos. Penso que ao longo de 2017 vamos aumentar consideravelmente o volume de vendas para os EUA», acrescentou.

Com coleções próprias, criadas por uma equipa de design espalhada por diferentes países, o segredo do sucesso da Satinskin, que em 2016 registou um volume de negócios de 9 milhões de euros, está ainda muito apoiado no serviço prestado. «O cliente tem de conseguir falar com a empresa, tem de conseguir comunicar com a empresa, tem de obter respostas. E depois é o serviço – hoje fizemos uma aposta muito forte em termos de investimento em equipamentos para a produção de amostras, porque sabemos que é fundamental para o cliente. O cliente não pode esperar duas ou três semanas», sublinhou. Uma área onde Carlos Costa quer continuar a apostar, num percurso traçado para conduzir ao crescimento e consolidação da Satinskin no mundo. «Esperamos crescer pelo menos 25%» em 2017, concluiu o CEO.