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Scoop reforça responsabilidade social

Além da inovação que lhe permite ser uma fornecedora reputada de equipamentos para desportos de inverno, a Scoop está igualmente empenhada em aumentar as suas credenciais sociais, com os mais recentes projetos a incluírem uma horta biológica e um bosque com 120 árvores, uma por cada funcionário.

Especializada na confeção de vestuário técnico para desportos de inverno, tendo sido fornecedora dos equipamentos dos dois atletas portugueses que participaram este ano nos Jogos Olímpicos de Inverno, na Coreia do Sul, e dos equipamentos da seleção italiana de esqui e dos atletas da equipa olímpica da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, a Scoop está a promover uma alimentação saudável junto dos seus 120 colaboradores e, para tal, a empresa liderada por Mafalda Pinto criou uma horta biológica.

Mafalda Pinto e Paulo Cunha

«A ideia surgiu de não só eu querer dar qualidade de vida aos meus colaboradores, mas também porque sinto que há, efetivamente, uma necessidade real de reensinar as pessoas a comer. Todos sabemos que desaprendemos a comer nas últimas décadas», explicou Mafalda Pinto, durante a visita do presidente da câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, à empresa, na passada sexta-feira, 22 de junho.

Os produtos colhidos na horta – que, nesta altura, são essencialmente batatas, curgetes e alfaces, mas também ervas aromáticas – são usados na confeção de uma sopa, que diariamente é oferecida aos colaboradores na cantina da empresa. Além disso, a Scoop disponibiliza ainda gratuitamente fruta da época, também da horta, e pão.

Instalada num terreno com cerca de dois hectares junto à unidade fabril, a horta biológica da Scoop foi preparada para corresponder aos critérios exigidos pela classificação de produção biológica. «Para certificar a horta há uma série de condicionantes», referiu Mafalda Pinto, dando conta, por exemplo, da substituição da terra. «O único fertilizante que usamos é a nossa própria compostagem, mas o objetivo é que no futuro os nossos colaboradores, que eventualmente terão um cabaz para levar para casa à sexta-feira, possam dizer “estou a comer algo biológico, certificado”. Esse é o próximo grande passo da empresa e obviamente crescer para fazer face àquilo que queremos ter como objetivo final, que é sermos autossustentáveis», destacou a administradora.

A horta biológica, que deu emprego a Renato Silva, de 58 anos, é apenas uma das medidas da empresa, que está a desenvolver um projeto mais vasto de sustentabilidade e responsabilidade social. Da estratégia faz igualmente parte um bosque, que está a crescer junto à horta, com 120 árvores autóctones, uma por cada funcionário, plantadas pelos próprios colaboradores no âmbito de uma ação de sensibilização para com a floresta e a prevenção dos fogos florestais.

Uma estratégia elogiada por Paulo Cunha, que destacou as várias virtudes dos projetos da Scoop. «Se cada um de nós, na sua célula social de ação, como esta empresa faz, tivéssemos este tipo de atividade, estaríamos a dar um contributo inegável para um mundo melhor. Se a tudo isto somarmos que se criou um posto de trabalho de um desempregado de longa duração, de uma pessoa que, por ventura, estava à espera que chegasse o momento da reforma porque teria poucas condições para se adaptar às condições de trabalho atuais, é obviamente notável e é inovador por excelência», afirmou.

A empresa, que em 2015 deixou uma boa impressão no então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no seu quarto Roteiro para uma Economia Dinâmica (ver ITV impressiona Cavaco Silva), exporta 100% da sua produção e tem vindo a crescer: em 2014 faturou cerca de 7 milhões de euros (ver Na pista do sucesso) e em 2018 espera atingir um volume de faturação de 8,5 milhões de euros.