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Sector têxtil aberto ao euro

As empresas do sector têxtil já estão preparadas para o euro, garante a directora de relações internacionais da Associação Portuguesa de Têxteis e Vestuário (APT), Luisa Santos. A directora está optimista e acredita que «a adopção de uma moeda única vai facilitar bastante as transacções comerciais no sector, uma vez que a maioria das operações se processa no espaço da União Europeia», já que os principais clientes de Portugal no sector têxtil são os países da zona euro, acrescentando ainda que existem outros factores com uma importância muito significativa como o desaparecimento dos custos cambiais. Ainda existem algumas dúvidas face à relação entre o euro e o dólar, e entre o euro e moedas de importantes fornecedores de têxteis e vestuário da União Europeia (EU). Isto porque, segundo Luisa Santos, «a relação euro/dólar vai determinar a capacidade competitiva dos produtos europeus nos mercados exteriores à zona euro, especialmente, o mercado dos Estados Unidos e os mercados emergentes (Mercosul, Extremo Oriente)». Na opinião desta responsável, a grande questão é saber até que ponto o euro se irá valorizar face ao dólar» uma vez que vai passar a ser a moeda comum de um conjunto de economias com um peso significativo nas transacções comerciais a nível mundial». Outro factor importante é saber até que ponto, concorrentes como a Turquia, vão utilizar o euro nas suas transacções. A maior dúvida que persiste, como adianta Luisa Santos, é saber se a moeda única “se vai afirmar como moeda internacional e se poderá fazer frente ao dólar. Se assim for, a zona euro atrairá capitais e investimentos com vantagens evidentes para o seu desenvolvimento económico».