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Selecção nacional veste “made in Portugal”

Tal como a “squadra azurra”, que seleccionou os seus patrícios Dolce & Gabbana, e ao contrário dos ingleses que preferiram o italiano Giorgio Armani (ver notícia no Portugal Têxtil) em detrimento de um conterrâneo, como por exemplo Paul Smith, a selecção nacional é vestida pela criatividade da portuguesa Fátima Lopes, em aliança perfeita com o know-how industrial de um restrito grupo de empresas têxteis nacionais. Na criação das peças de vestuário que a comitiva portuguesa envergará no Mundial 2006, a estilista revelou ter idealizado um «Portugal moderno, elegante e com requinte», em 3 looks que pretendem responder às «situações diferentes» às quais os nossos jogadores terão de fazer face, mantendo a classe. Em particular, o fato foi concebido pela Oxford, uma empresa criada há quase três décadas pelo grupo Maconde. As camisas, em duas versões diferentes mas com a mesma alvura, foram produzidas pela especialista em camisaria há já 24 anos D’Assenta. Quanto aos sapatos e aos cintos, em pele preta, foram fabricados pelas empresas Limac e Macocinto, respectivamente. Tudo com a marca “made in Portugal”. A excepção ficou mesmo por conta dos 2 modelos de gravata em pura seda- uma branca e outra preta, chumbo e prata, com a palavra «Portugal» estilizada em jacquard, repetida na diagonal- que foram importadas de Itália, pela DCD – Representações Têxteis. Os fornecedores foram escolhidos pela Oxford, materializando o “total look” coordenado por Fátima Lopes, que afirmou ao Jornal de Negócios não se ter limitado a «desenhar, acompanhei tudo a par e passo, desde a escolha do tecido à produção». Depois de ter marcado o seu primeiro golo no campo do vestuário masculino ao equipar a selecção nacional fora dos relvados, Fátima Lopes reserva novos desafios neste domínio, tal como adianta ao referido diário. Com efeito, este projecto serviu de pontapé de saída para a estilista madeirense lançar a etiqueta Fátima Lopes by Oxford, numa primeira fase exclusivamente destinada ao mercado nacional. «Em Setembro, teremos a primeira colecção nas lojas Fátima Lopes e na rede de clientes da empresa do grupo Maconde», revela a estilista. Mas a parceria não pretende confinar-se ao território português, prevendo partir à conquista de “nuestros hermanos”, um mercado onde a empresa especialista em fatos usufrui já de uma posição bem consolidada, fruto nomeadamente das suas sucessivas participações na feira espanhola SIMM. À semelhança de cada alma lusitana, Fátima Lopes também manifesta o desejo de ver Portugal conquistar o Mundial 2006, na Alemanha, e não só: «é claro que quero ver esta equipa sagrar-se campeã do Mundo, mas também espero que seja a equipa mais bem vestida de todas as selecções que vão estar presentes no Mundial».