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A China quer abrandar a valorização do yuan e aumentar os reembolsos das taxas de exportação para ajudar a indústria têxtil interna, actualmente em dificuldades, segundo anunciou o recém-formado Ministério da Informação e da Industrialização. O novo ministério fez circular um memorando sobre estas políticas e estÁ a consultar a opinião pública sobre as suas recomendações, que, como refere o China Securities Journal, foram pensadas para apoiar as empresas têxteis. A circulação do memorando acompanha um crescente debate público nos ministérios chineses sobre o ritmo adequado da valorização do yuan, entre as preocupações com a inflação, o aumento dos fluxos de créditos elevados a curto prazo e o abrandamento das exportações. O governo deve tomar medidas para diminuir apropriadamente o ritmo de valorização do yuan. O governo deve também aumentar as taxas de reembolso dos impostos de exportação para os produtos têxteis dos actuais 11% de novo para os 13% e a taxa de reembolso para o vestuÁrio de volta aos 15%, em comparação com os actuais 11%», refere o memorando. Contudo, o professor Gu Qing Liang, um especialista têxtil da Universidade Donghua em Xangai, considera que aumentar o reembolso dos impostos não vai trazer benefícios a longo prazo para a indústria, indo apenas permitir que as empresas continuem a operar a preços baixos. O que deveríamos fazer é reduzir os custos através da melhoria da tecnologia e também desenvolver produtos têxteis com elevado valor acrescentado», sustenta. As empresas que não são competitivas devem ser eliminadas através da concorrência». Outras sugestões do ministério incluem isentar a maquinaria têxtil das taxas de importação e conceder maior apoio financeiro para ajudar as empresas têxteis a resolver os seus problemas de liquidez. O documento divulgado pelo ministério inclui opiniões e sugestões de muitas agências governamentais, incluindo o Banco do Povo da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), o Ministério do Comércio e o Ministério das Finanças, segundo revela o China Securities Journal. O jornal chinês não revela, contudo, se o banco central concordou com a sugestão de abrandar a valorização do yuan para ajudar as empresas têxteis. Sabe-se que o banco central é a favor de uma apreciação mais rÁpida do yuan para ajudar a combater a inflação interna, enquanto que outras agências governamentais, incluindo a CNDR e o Ministério do Comércio, normalmente se opõem a um aumento rÁpido do yuan, argumentando que isso afecta gravemente as principais indústrias de exportação. No seu último relatório, o banco central afirmou que o recente abrandamento no crescimento das exportações não deve ser exagerado pois, na verdade, irÁ ajudar a melhorar a estrutura geral de exportações. Contudo, um relatório recentemente divulgado pela Administração das Alfândegas alerta para o facto do superÁvit de comércio deste ano poder cair a níveis inferiores aos de 2007, devido, em parte, à valorização do yuan, sugerindo que as exportações podem afectar o crescimento deste ano.