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Sem perder o ritmo

As exportações de têxteis e vestuário voltaram a crescer, com os números a mostrarem um aumento de 3,5% entre janeiro e setembro de 2015, para um total superior a 3,6 mil milhões de euros. Espanha e EUA continuam a ser o motor do crescimento para o “made in Portugal”.

Os números divulgados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal revelam que o sector dos têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados foi o que registou maior crescimento (+8,1%), embora seja o menos representativo no total das exportações (cerca de 515 milhões de euros).

As exportações de matérias têxteis conheceram um aumento de 3,7%, para cerca de 929 milhões de euros, enquanto as de vestuário subiram 2,4%, para 2,16 mil milhões de euros.

«Nas matérias têxteis, destaque para o crescimento verificado nos filamentos sintéticos ou artificiais, com um crescimento de 15%. Os tapetes e outros revestimentos têxteis registaram um aumento nas exportações de 14%», refere, em comunicado, Paulo Vaz, diretor-geral da ATP.

Em termos de mercados, «Espanha e Estados Unidos continuam a ser os mercados que assinalam maior crescimento absoluto, respetivamente com um acréscimo de 99 e 49 milhões de euros, seguidos pela Alemanha com um aumento de 10 milhões de euros», aponta o diretor-geral da ATP.

O comunicado da associação destaca ainda «o crescimento das exportações para mercados como o Reino Unido (aumento de 4,3 milhões de euros), Canadá (aumento de 4,1 milhões de euros), República Checa (aumento de 4 milhões de euros), Argentina (aumento de 2,8 milhões de euros), Eslováquia (aumento de 2,4 milhões de euros)».

Entre os 10 principais mercados, as exportações para os Países Baixos (+2,3%, para 117,6 milhões de euros) e Suécia (+0,4%, para 70,6 milhões de euros) observaram igualmente uma evolução positiva, enquanto os envios para França (-3%, para 462,4 milhões de euros), Itália (-5,5%, para 140,4 milhões de euros), Bélgica (-5,5%, para 74,5 milhões de euros) e Dinamarca (-0,2%, para 57 milhões de euros) tiveram um comportamento negativo.

As importações, por seu lado, terão rondado os 2,8 mil milhões de euros, com a ATP a dar conta que «a balança comercial da ITV registou um saldo positivo de 808 milhões de euros no período em análise».