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Sensores no vestuário previnem lesões no trabalho

O centro de investigação Fraunhofer Portugal desenvolveu um protótipo para ser integrado em têxteis que permite analisar a postura dos trabalhadores e prevenir riscos ergonómicos, evitando potenciais lesões causadas, por exemplo, por movimentos repetitivos.

[©Fraunhofer Portugal]

A investigação, realizada no âmbito do Operator, permitiu desenvolver um protótipo integrado em têxteis que, de forma mais natural e orgânica, é capaz de detetar eventuais movimentos repetitivos que possam vir a causar problemas ergonómicos nos trabalhadores.

O protótipo, que está em fase em testes, poderá no futuro ser integrado na roupa dos trabalhadores, nomeadamente em uniformes, coletes ou luvas. «A incorporação de sensores em tecidos pretende, de forma natural, possibilitar a análise dos movimentos dos trabalhadores com o intuito de detetar e prevenir movimentos repetitivos que possam vir a resultar em lesões nos sistemas músculo-esqueléticos», refere o comunicado do Fraunhofer Portugal (FhP-AICOS), que salienta ainda que «os sensores podem ser colocados em diferentes posições para a análise de movimento».

[©Fraunhofer Portugal]

O projeto Operator arrancou em 2020 com o objetivo de assegurar o bem-estar dos trabalhadores da indústria. No âmbito deste projeto, que tem um valor superior a 1,88 milhões de euros e é financiado pelo MIT e pela Agência Nacional de Inovação, o Fraunhofer Portugal é responsável pelo desenvolvimento tecnológico dos sensores e da plataforma digital, assim como pelo estudo em tempo real e acompanhamento dos trabalhadores. O projeto está a ser realizado com diversas entidades, incluindo a Zenithwings, a NST Apparel Lda, a Volkswagen Autoeuropa, a Faculdade para a Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, a Universidade do Minho, o Instituto de Engenharia Médica e Ciência e a Controlconsul – Consultoria, Serviços e Representações.

«Este projeto coloca em evidência as competências do FhP-AICOS nas áreas de design centrado no utilizador, inteligência artificial e sistemas ciber-físicos, assim como os seus campos de estudo – investigação do utilizador em diferentes ambientes; visão computacional; análise de dados de sensores vestíveis; sistemas de apoio cognitivo e de decisão; e a Internet das Coisas», resume o Fraunhofer Portugal.