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Serra veste a camisola pelas montanhas portuguesas

A nova marca de outerwear quer democratizar os costumes das regiões montanhosas do país e relançar a moda do pastor. A Serra estreia-se com uma coleção de quatro camisolas, cuja parte das vendas é destinada à promoção dos territórios representados – Soajo, Freita, Estrela e Pico.

[©Serra]

A história por detrás da Serra começou a ser escrita há cerca de 20 anos por três primos aventureiros – Tiago Pinto, Ricardo Amaral e João Duarte –, que ambicionavam devolver à natureza todas as experiências partilhadas desde a tenra infância. «Das mãos sujas de resina depois de um abraço às árvores, do rosto empoeirado da terra seca e dos pés a gritar por descanso. As melhores memórias que criámos sempre foram junto das “gentes” de cada recanto, aldeia ou vila por onde íamos passando e por isso, foi desde cedo que escolhemos honrá-las, quer no boca a boca, quer nas histórias que contávamos depois de chegar a casa cansados, mas cheios de aventuras para revelar», afirmam os primos no website da Serra.

Tiago Pinto, Ricardo Amaral e João Duarte [©Serra]
O primeiro passo foi dado quando aderiram ao escutismo e integraram os seus valores, marcados por uma profunda ligação à terra e à comunidade, naquela que seria uma verdadeira missão de vida. Agora adultos, e com carreiras ligadas ao marketing e à gestão, subscrevem o projeto Serra, uma marca de vestuário inspirada na natureza. «Queremos começar a #ModaDoPastor sempre com a sustentabilidade dos produtos e da produção como prioridade», asseguram os fundadores da marca.

Desenvolvido pelo Withstand Studio, o conceito criativo da Serra é «uma espécie de “merchandising de impacto” que pretende dar voz e visibilidade aos costumes e gentes das serras e montanhas portuguesas, ao mesmo tempo que aproxima o esquecido interior de Portugal de todos os portugueses e do mundo», revela a marca em comunicado.

Gentes das terras

A primeira coleção é composta por quatro camisolas, cada uma inspirada numa serra portuguesa – Soajo, Freita, Estrela e Pico – e com Manuel Ribeiro, Bernardo Conde, Bernardo Gouveia e Renato Goulart, respetivamente, como embaixadores. A produção de cada peça varia conforme as matérias-primas, as tradições e as técnicas típicas de cada território.

Artesã [©Serra]
A camisola Soajo, em tons amarelos e perfeita para as atividades de trekking, é produzida em malha polar 100% poliéster reciclado, com bolso no peito com detalhe em burel cinza.

Já a camisola Freita é fabricada com malha polar bege mesclada pura lã e algodão, numa paleta de cores creme, e possui capuz em burel castanho ferrugem e bolso canguru.

A camisola Estrela, por sua vez, bebeu inspiração nas lareiras da Serra da Estrela e apresenta um forro em malha polar 100% poliéster reciclado, exterior em castanho-claro, dois bolsos frontais, gola forrada a pelo de ovelha e logo bordado em relevo.

Por fim, a camisola Pico é produzida a partir de malha polar verde bosque 100% poliéster reciclado, tem bolso no peito com detalhe em algodão riscado colorido e botão de vime feitos pelas mãos de artesãos dos Açores.

Bandeirolas [©Serra]
«Promover, proteger e preservar estes espaços naturais são alguns dos objetivos deste movimento, que para além da vertente comercial tem com missão ajudar a financiar projetos de promoção destes territórios e de ofícios em via de extinção», explica Tiago Pinto.

Todos os modelos são gender-neutral, com preços que variam entre os 105 e os 155 euros. Além das camisolas, a Serra propõe ainda um conjunto de quatro bandeirolas fabricadas à mão por artesãos locais, cujo preço unitário ronda os 60 euros. A venda é realizada exclusivamente online, «mas em breve todas as peças serão disponibilizadas em pontos de venda próximos das comunidades representadas», adianta a marca.