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Sinais positivos

Era amplamente esperado que a mudança no calendário, com a Páscoa deste ano a chegar três semanas mais tarde, ajudasse a levar mais consumidores às lojas. E efectivamente estes gastaram mais, mantendo a dinâmica que tem vindo a aumentar desde a época de vendas do regresso às aulas do ano passado. De acordo com a Kantar Retail, as vendas médias no retalho em lojas abertas há pelo menos um ano subiram 8,7% em Abril – superando os ganhos de 2,5% nas vendas em igual número de lojas em Março e o ganho de 1,2% em Abril de 2010. Uma forma de compensar o feriado e fornecer uma comparação mais fiel dos gastos dos consumidores em geral é o de combinar os resultados de Março e Abril. Mas mesmo analisando os ganhos das vendas desta forma, estes mantiveram-se quase constantes, à medida que as preocupações com o aumento dos preços parecem ser atenuadas por fortes ganhos laborais em Fevereiro e Março, segundo a Kantar Retail. Para o período de dois meses, as vendas em igual número de lojas subiram 5,4% em comparação com o ganho de 5,7% do ano passado. Os números da SpendingPulse sugerem que as cadeias de vestuário estiveram entre os vencedores. O total de vendas de vestuário no retalho dos EUA, registou o seu 9.º ganho consecutivo em termos anuais, subindo uns notáveis 10,4% em Abril. Significativamente, este momento foi registado ao longo de todos os subsectores do vestuário. O vestuário para a família ficou em 10,6%, obtendo assim a 11.ª taxa positiva consecutiva de crescimento anual. O vestuário masculino registou uma subida de 12,4%, evidenciando seis meses consecutivos de crescimento positivo. Já o vestuário de senhora cresceu 7,4%, conhecendo o seu 7.º mês consecutivo de crescimento e a maior taxa anual de crescimento desta subcategoria desde Maio de 2007. Com 6,3%, o calçado também regressou ao território positivo, após uma breve quebra em Março. Wet Seal, Men’s Wearhouse, Cato Corp, Limited Brands e Ross Stores actualizaram as perspectivas de lucro, enquanto as cadeias de adolescente Hot Topic, Zumiez e Buckle também superaram as estimativas. Mas a Stage Stores, Gap Inc. e Aeropostale advertiram que os seus lucros iam ficar abaixo das expectativas. Apesar dos resultados geralmente optimistas, as preocupações continuam a persistir sobre o impacto da subida nos preços dos combustíveis – que actualmente estão acima dos 4 dólares o galão (0,75 euros por litro) – no poder de compra dos consumidores. Diversos retalhistas estão a prever um impacto negativo nas vendas, que serão ainda prejudicadas pela necessidade de promoções. Em conjunto com os crescentes preços dos combustíveis, existem preocupações quanto à sustentabilidade do poder de compra dos consumidores face a adversidades que incluem os custos mais elevados dos alimentos no segundo semestre do ano. A indústria também está a preparar-se para o impacto do aumento nos preços do algodão, transportes e mão-de-obra no vestuário. E a preocupação é que os retalhistas terão de elevar os preços num momento em que os consumidores têm menos recursos “adicionais” ou dinheiro para gastar. No entanto, existe a esperança que o regresso do clima quente ajude a impulsionar as vendas de produtos de Verão nos próximos meses.