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Sinais positivos na Burberry

A Burberry registou um grande “salto” no volume de negócios do primeiro trimestre, impulsionado, entre outros fatores, pela excecional performance da coleção para a primavera-verão. A marca de luxo britânica anunciou que nos três meses até 30 de junho, o volume de negócios aumentou 18% em termos homólogos, para os 339 milhões de libras (cerca de 395 milhões de euros). As vendas comparáveis aumentaram 13% no trimestre. Segundo a diretora financeira, Carol Fairweather, as vendas on-line registaram uma performance «forte» no primeiro trimestre, depois da empresa ter mudado o controlo dos seus websites para cada uma das regiões em que opera, tentando proporcionar aos consumidores uma «experiência perfeita». A Burberry está a conhecer um aumento das vendas através dos iPads nas lojas e encontra-se neste momento a testar um programa “clique e recolha” em alguns dos mercados onde tem flagships. Fairweather disse ainda que o outerwear e os artigos grandes em couro representaram metade do crescimento na gama principal. A estratégia de desenvolver a linha de homem parece estar igualmente a compensar, com a empresa a registar uma forte performance nos acessórios de homem, que subiram mais de 25% e responderam por 20% das vendas de acessórios. A Bruberry revelou-se «satisfeita» com a performance na China, com a diretora financeira a indicar que a divisão verificou vendas comparáveis de dois dígitos no trimestre, incluindo a abertura de duas lojas na região de Xangai. Numa avaliação geral, «estamos satisfeitos com a nossa performance de retalho no primeiro trimestre», afirmou a CEO Angela Ahrendts. «A primavera-verão 2013 foi uma estação fantástica impulsionada por marketing inovador e uma execução excecional de todas as equipas corporativas e regionais», justificou. Quanto ao futuro, «as previsões macroeconómicas continuam incertas e vamos continuar a centrar o nosso investimento em oportunidades de crescimento de alta rentabilidade por canal, região e categorias de produto», referiu a CEO. Uma análise suportada pelo analista do Bank of America Merrril Lynch, Mark Wallis, que descreveu os resultados como «fortes», acrescentando que devem ser um bom sinal para o resto do sector do luxo.