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Skinny jeans impulsionam mercado

Apesar de terem morte anunciada há algumas estações, os skinny jeans não morreram e, na verdade, deverão ser, juntamente com as propostas para o segmento masculino, um dos motores do crescimento do mercado de denim até 2030, que nessa altura deverá valer mais de 82 mil milhões de euros.

[©Hudson]

A empresa de pesquisa de mercado Allied Market Research estima que a indústria do denim vai atingir os 88,1 mil milhões de dólares (82,4 mil milhões de euros) até 2030, com uma taxa composta de crescimento anual de 4,2%. Embora o segmento de modelos justos ao corpo tenha tido a maior quota de mercado em 2020, os skinny jeans deverão conseguir a taxa de crescimento mais elevada de todos os tipos de modelos entre 2021 e 2030, com um crescimento anual de 6% durante os próximos anos.

O estudo levanta novamente o debate que continua a opor os este a outros modelos, aponta o Sourcing Journal. Em março, o NPD Group publicou dados que mostram que os jeans de perna a direito eram o modelo mais vendido entre as mulheres dos EUA, tendo destronado os skinny jeans, que eram o único modelo de jeans a experienciar um declínio do volume de negócios em 2021 em comparação com 2019. Também concluiu que os modelos de perna a direito representaram um terço, ou 3,3 mil milhões de dólares, do mercado de jeans de senhora em 2021, seguido dos jeans largos e dos boot-cut.

[©Silver Jeans]
Outros estudos apoiam as conclusões do NPD Group, com a plataforma de inteligência de retalho Edited a aconselhar os retalhistas a fazer descontos nos skinny jeans e jeggings na época de Natal de 2021.

Ainda assim, os skinny jeans foram a silhueta mais vendida durante décadas e, como tal, não deverão desaparecer subitamente. No final de 2021, quando os especialistas em tendências apontavam a morte dos skinny jeans, a plataforma de análise de retalho StyleSage, reportou que os skinny jeans continuavam a ser a silhueta mais popular, com mais 3,5 vezes mais pesquisas que as de modelos mais a direito.

A contribuir para mantê-los na lista dos bestsellers estão as inovações que otimizam o ajuste e o conforto. Recentemente, várias marcas lançaram jeans que servem a quase todos, incluindo os jeans Infinite Fit da Silver Jeans Co, feitos com um tecido que tem 90% de elasticidade, permitindo que um tamanho sirva até quatro tamanhos de cintura. Antes disso, a Good American, conhecida pelos seus skinny jeans inclusivos, trabalhou com a turca Calik Denim para criar o denim Always Fit, uns skinny jeans de cintura alta disponíveis em cinco categorias de tamanho, com elasticidade a 100%. A NYDJ também introduziu a SpanSpring, uma linha de skinny jeans que alargam até três tamanhos, e a J Brand lançou a Limitless Stretch, que alarga até duas vezes o seu tamanho e retoma a forma.

Homem também cresce

Para além do modelo, o denim está igualmente a ser impulsionado pela categoria masculina, indica o Sourcing Journal.

[©Wrangler]
A Allied Market Research concluiu que o segmento de homem representou a quota maior em 2020, representando quase metade do sector mundial de jeans. Deverá manter a posição de liderança até 2030 graças às recentes campanhas de marcas como a Wrangler, que lançou uma coleção em parceria com a série Yellowstone da Paramount Network, e a Hudson, que se juntou a Brandon Williams, stylist de vários atletas da NBA, MBL e NFL, para criar uma coleção-cápsula especial para homens.

A América do Norte é a região que mais contribui para o crescimento da indústria de denim. O estudo concluiu que o mercado teve a quota mais elevada em termos de volume de negócios em 2020, representando quase dois-quintos do total. A região da Ásia-Pacífico deverá crescer a uma taxa anual de 6,2% até 2030 como resultado de um aumento no número de mulheres no mercado de trabalho, rápida urbanização e aumento da ocidentalização dos estilos de vida.