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SMF veste da cabeça aos pés

Depois de ter conquistado a etapa de internacionalização, a marca de pronto a vestir que conta já com 33 anos de existência, além de ter aumentado o volume de negócios, vai apostar numa estratégia online que envolve, desta vez, tanto o cliente do retalho como o consumidor final.

Anabela e Luís Ramos

Fundada em 1987 por Anabela e Luís Ramos e com o nome de Semáforo, a SMF, especialista em pronto a vestir para homem e senhora, não parou na diversidade de produtos. «O vestuário é o nosso forte, mas temos calçado e malas como acessórios. No inverno também temos algumas écharpes, cachecóis, gorros…», afirma Luís Ramos, diretor da Ramos & Ramos – Importação e Exportação, a empresa que detém a marca.

Dentro de portas, o design é uma das maiores preocupações da SMF. «É uma marca forte com um design bastante agressivo. Temos sempre a perceção de ir ao encontro do que o público pretende. Seguir as tendências e direcioná-las num âmbito comercial», refere o diretor da empresa.

Com uma representatividade de cerca de 85% na empresa, a SMF destina-se tanto para um público-alvo mais jovem como para adultos e rege-se por conceitos como «criatividade, inovação e qualidade». «A marca é muito jovem, também da pessoa que já começa a trabalhar a partir dos 20 e poucos anos, mas não tem limite de idade», sugere.

Etapas e crescimento

Além de ser detentora de algumas lojas físicas, a marca possui ainda uma «rede de 450 clientes com lojas multimarcas que representam a SMF». Em 2011, arrancou o processo de internacionalização e, atualmente, Espanha, França, Inglaterra, Grécia e Irlanda são alguns dos mercados que contribuem para a quota de exportação que «ronda os 20%» da SMF. Os EUA são uma conquista despoletada em 2019 que fica para cumprir no novo ano. «Estamos a tentar conquistar os EUA, a dar continuidade ao trabalho que foi feito. O objetivo está presente na empresa e vamos ver se o alcançamos», conta Luís Ramos ao Portugal Têxtil.

Stand na Momad

Com um volume de negócios de seis milhões de euros, 2019 revelou-se um ano «positivo», ainda que não tenha correspondido às expectativas. «Foi um ano positivo em termos de vendas, crescemos 4% ou 5%, mas em termos de resultados não foi assim tanto, porque tem que se investir muito na marca para poder alcançar alguns objetivos. Precisamos de mais para aquilo que investimos em produto», revela.

Vendas online e aceitação

A coleção primavera-verão 2020 da marca chegou ao público com mais diversidade de produto e, nos primeiros meses, está ser bem aceite. «É uma coleção com muita cor, muito atrativa em termos de verão porque tem muitos estampados. Já estamos a trabalhar na coleção de inverno, temos os protótipos e amostras e vamos agora começar a produzir para fazer a entrega a partir do final de agosto», destaca Luís Ramos.

O objetivo mais próximo de concretização para a SMF é a loja online da marca «Tivemos e-commerce no ano passado, mas o cliente de retalho levava um pouco como estarmos a fazer concorrência direta e, por isso, acabámos por retirar. Agora estamos a estudar uma outra forma de o fazer sem prejudicar os nossos clientes», explica o diretor da empresa.

Desta vez, a venda online do site que estará concluído dentro de «dois ou três meses» será direcionada para o cliente direto da empresa. «Temos um site só B2B e agora estamos a criar outro em que o consumidor faz a compra e depois tem que ir buscar fisicamente a peça à loja do nosso cliente e dar-lhe depois uma comissão, para também o envolver. Só fazemos de intermediário. Assim o consumidor também fica a conhecer onde é que pode encontrar a marca», esclarece.