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Softinos dá grande passo

Nascida no seio da família Kyaia e seguidora das pisadas da irmã mais velha Fly London, a Softinos é a aposta do grupo vimaranense dentro da tendência de calçado confortável. Confortavelmente, a marca com vocação exportadora tem também conquistado os EUA.

Aproximadamente 90% da oferta da Softinos acaba nos pés das senhoras – o público-alvo varia entre os 35 e os 45 anos –, com os restantes 10% calçados por homens em mercados como Alemanha, EUA e Inglaterra. No entanto, o top 3 da exportação da Softinos respeita esta ordem apenas provisoriamente. «A Alemanha é o mercado número um, mas, em princípio, os EUA irão ultrapassá-la já na próxima época, por uma questão de escala», revela João Monteiro, brand manager da Softinos, ao Jornal Têxtil (janeiro 2018). «A América do Norte é o nosso esforço mais recente. É um mercado muito grande, com um poder económico interessante, é um mercado com outra atitude», afirma.

Apresentada em 2007 e a crescer a dois dígitos ao ano, a Sofinos tem apostado tudo no canal multimarca e no online, com este último a garantir já 15% das vendas. A produção é assegurada pelo grupo que garante postos de trabalho a mais de 600 pessoas. «É um projeto inserido no grupo Kyaia. Temos a Fly London que é uma marca mais de moda e, depois, surgiu a questão desta tendência de conforto, de um calçado mais macio. Assim nasceu o conceito da Softinos», esclarece João Monteiro.

Oferecendo cinco a seis linha por coleção e artigos dentro de um leque de preços entre 79 e 150 euros, a presença em feiras internacionais da especialidade e o investimento em marketing têm norteado a caminhada de sucesso da Softinos.

«Estamos presentes nas principais feiras. As da Europa fazemo-las nós, como é o exemplo da Panorama Berlin, da Gallery Shoes, em Düsseldorf, e também fazemos a Micam, em Milão. Depois, os nossos parceiros fazem cerca de 30 feiras por época em toda a América do Norte», enumera o brand manager, acrescentando que, nos últimos meses, a Softinos tem tido uma presença ativa nas redes sociais. «Começámos a trabalhar com gente especializada e alocámos-lhe um orçamento maior. Vamos agora começar a ter publicidade e conteúdos pagos orientados para os diferentes mercados, nas próprias línguas», refere.