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Solinhas com aposta dupla

Além do esforço continuado na internacionalização, a produtora de linhas está a investir na sustentabilidade, tanto nos processos, com o estudo da utilização de energia solar, como de produtos, numa aposta forte em reciclados.

Lurdes Fernandes

Embora sem uma coleção formal, a Solinhas tem novidades no portefólio. Um fio estampado e outro de poliéster reciclado são as mais recentes propostas que a empresa está a apresentar aos clientes, nomeadamente em feiras do sector, como a Première Vision Paris, onde acaba de se estrear. «Na parte do fio estampado já tivemos alguns compradores que vieram diretamente vê-lo e pedir amostras. Penso que está a ter boa recetividade», afirma a administradora, Lurdes Fernandes.

Dentro da sustentabilidade, além dos artigos mais amigos do ambiente, a Solinhas está igualmente a ponderar outras iniciativa. «Estamos atentos não por uma questão de tendência, mas porque entendemos a necessidade de todos termos uma atitude, quer ao nível pessoal, quer ao nível empresarial, com maior sustentabilidade», explica ao Portugal Têxtil. «Na empresa temos exatamente isso, nomeadamente no consumo de energia e de água. Tentamos ter o que podem parecer pequenas iniciativas, mas que, no final do mês e ao fim de um ano, têm registado alguns resultados ao nível de poupança nos consumos», acrescenta.

Energia limpa em agenda

Além disso, em cima da mesa está a ideia de um investimento em energia mais limpa. «Estamos a estudar a opção de pôr painéis solares na empresa por uma questão económica, que é sempre a base, mas também por uma questão do consumo de recursos naturais», justifica a administradora.

Depois dos investimentos realizados em 2017 e 2018, em que mudou de instalações e investiu em maquinaria e no laboratório, a grande aposta da Solinhas continua a ser a internacionalização. «Neste momento estamos ainda a aproveitar os investimentos que fizemos e a melhorar aquilo que temos», reconhece Lurdes Fernandes.

Com uma quota de exportação de 60% da produção, que ronda as 40 toneladas mensais, a empresa tem na Europa e no Norte de África os seus principais mercados. O objetivo com as mais recentes presenças em certames internacionais, nomeadamente em Paris, é «aumentar o nosso volume de negócios para a Europa», especialmente França e Alemanha. «Temos alguns países que já tínhamos delineado em 2018 que seriam uma aposta», indica.

No ano passado, a Solinhas, que emprega 23 pessoas, registou um crescimento de 6,5% em comparação com o exercício anterior, para um volume de negócios de 3,2 milhões de euros. Para 2019, contudo, as expectativas não são de crescimento. «Não vai ser um 2018, a não ser que passemos uns três meses maravilhosos. Penso que vai haver uma pequena quebra no volume de faturação, mas, daquilo que temos visto à nossa volta, penso que será expectável que isso aconteça. Não deixa de ser um bom ano», considera.

As perspetivas de crescimento futuro passam, por isso, pela internacionalização, mas não só. «É trabalhar nos mercados em que já estamos e mantê-los», assume a administradora da Solinhas. «No mercado nacional queremos reforçar um bocadinho a nossa posição e na Europa, queremos tentar conquistar novos clientes», aponta.