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Sorema em expansão

A empresa especialista em tapetes de banho deverá expandir a sua capacidade industrial, num projeto de crescimento global onde constam igualmente as vendas online.

Os projetos industriais da Sorema, que emprega 145 pessoas e tem a produção dividida em partes iguais entre o private label e as marcas próprias Sorema e a Graccioza, deverão ser concretizados dentro de dois anos.

O novo espaço industrial deverá localizar-se em Espinho, onde a Sorema já adquiriu terrenos para o efeito, e prevê um reforço da produção de tapetes e da área de tingimento, antecipando-se um aumento de 20% a 30% da produção, que atualmente se situa entre as 60 a 70 toneladas mensais. «Servirá também para uma reorganização do layout. A empresa tem 40 anos e precisa de mais espaço para crescer», revela André Relvas, administrador da empresa, indicando um investimento na ordem dos dois milhões de euros.

Em curso está ainda a aposta no canal online. Atualmente apenas a vertente do B2B está operacional, mas o portal para as vendas diretas ao consumidor está a ser desenvolvido. «Temos que estar atentos a uma área que está a crescer bastante em todo o lado e adquirir alguma experiência nessa área também. Portanto, qualquer coisa que se faça aí vai crescer de certeza», afirma André Relvas.

Com 85% de quota de exportação, direcionada especialmente para os mercados de Espanha, França, Inglaterra e EUA, a Sorema continua a explorar novas geografias para os seus produtos, que além dos tapetes contemplam ainda os felpos e artigos de decoração para a casa de banho. «O mercado asiático tem crescido, a Coreia do Sul e o Japão também. Temos feito algum esforço, temos participado em algumas feiras, temos visitado com muita frequência esses mercados asiáticos, também temos algum crescimento na China, onde temos um distribuidor. Na América do Sul estamos com alguns contactos e esperamos a concretização de alguns negócios este ano. Portanto, as perspetivas são boas», explica André Relvas.

A divisão das vendas da empresa por vários mercados é, de resto, uma estratégia que a Sorema assume como vencedora. «Os tapetes de casa de banho não são um negócio de grande volume, portanto, temos que trabalhar muitos clientes, pequenas contas, em muitos países. O risco para nós está sempre dividido», aponta o administrador, exemplificando com a situação do Brexit. «Dá-nos alguma vantagem em termos de segurança porque pode acontecer alguma coisa numa economia em particular, como aconteceu no caso do Reino Unido. Tem algum impacto, mas é sempre limitado pela representatividade que esse país tem nas nossas contas», admite.

Para os próximos tempos, contudo, «vejo ventos favoráveis», confessa André Relvas, que acredita que Portugal está bem posicionado face à concorrência. «Portugal tem um know-how indiscutível acumulado nesta área, que lhe dá uma posição já muito interessante no mercado. Depois tem alguns argumentos de flexibilidade, de serviço e é um país em que se pode confiar – quando se faz um negócio com uma empresa portuguesa as coisas normalmente correm bem e isso não acontece em todo o lado», destaca. «Acredito que a fabricação em Portugal se vai manter – é evidente que é um nicho de mercado numa gama média/alta, mas vai-se manter e tem pernas para andar», conclui o administrador da Sorema, que realizou um volume de negócios de cerca de 10 milhões de euros em 2017.