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Sourcetextile quer ser sustentável para o private label

A especialista em vestuário, que aposta na economia circular, investiu recentemente em painéis fotovoltaicos e está a dar preferência a tingimentos 100% ecológicos nas suas coleções. A empresa tem ainda previsto o lançamento de uma linha no segmento athleisure.

[©Sourcetextile]

«Falar de sustentabilidade é mais do que uma moda, é uma necessidade», afirma Paulo Barbosa, CEO da Sourcetextile, empresa de Braga que desde a sua fundação, em 2006, procurou desenhar uma estratégia de contribuição para um desenvolvimento sustentável, que já lhe valeu um prémio na categoria da economia circular.

A empresa assume-se como uma marca para o private label, que oferece um serviço personalizado de criação, acompanhamento e produção de vestuário de gama alta. O ADN da Sourcetextile está focado ainda no desenvolvimento de tecidos premium com cores de origem orgânica (vegetal e mineral).

«A utilização de matérias-primas provenientes de fibras naturais, orgânicas ou recicladas e com acabamentos livres de produtos químicos, como o Natural Dye, é a nossa maior contribuição para marcas que, como nós, querem tornar o mundo um lugar melhor», explica ao Portugal Têxtil.

Dedicada à inovação, persistente na melhoria contínua e sempre fiel às boas práticas, que privilegiam a sustentabilidade e a responsabilidade social, a empresa tem muito orgulho das certificações conquistadas ao longo dos anos, entre as quais se destacam a STeP Oeko-Tex, GOTS e GRS. «Penso que seremos das únicas empresas, senão a única, a apresentar o relatório de sustentabilidade no nosso próprio website», salienta o CEO.

Recentemente, a empresa converteu o sistema energético em LED e investiu em painéis fotovoltaicos num total de 50 mil euros. «Gerimos a própria energia, temos o nosso autoconsumo muito bem verificado e estamos constantemente a tentar mitigar e minimizar o nosso custo a esse nível», aponta Paulo Barbosa.

A Sourcetextile adquiriu também, este ano, o software Modaris 3D da Lectra, como forma de automatizar o corte. «Evita despendermos tempo e o desperdício de malhas», destaca o CEO.

Paulo Barbosa tem como objetivo a curto prazo expandir a sua atividade, adquirindo umas novas instalações «A nossa empresa tem 2.200 metros quadrados, que estão completamente tomados», garante.

Nova gama em incubação

Ainda cedo para falar em data de lançamentos, a empresa pretende alargar a oferta de produtos a um nicho de mercado centrado no athleisure, «com malhas desportivas com costuras termocoladas compostas essencialmente por poliamidas recicladas com elastano», revela o CEO.

[©Sourcetextile]
Com um efetivo de 60 trabalhadores diretos e mais de 220 indiretos, a Sourcetextile tem uma quota de exportação que ronda os 70%, com uma maior concentração no mercado escandinavo. Contudo, é nos EUA que Paulo Barbosa prevê crescer. «Já temos dois clientes americanos conquistados através de um agente, mas percebemos que para angariar mais, teríamos que ter lá uma presença. Então decidimos expor na Magic Las Vegas ainda este ano», adianta.

A empresa definiu ainda para este ano a presença nas feiras Munich Fabric Start, de onde acaba de regressar, e Fashion SVP, em Londres.

Com um volume de negócios na casa dos 6 milhões de euros, a Sourcetextile prevê crescer 16% face ao ano passado. Já em 2020, a empresa viu a sua faturação aumentar 15% «mesmo com toda a conjuntura desfavorável», indica Paulo Barbosa.