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Springfield consolida no retalho

Corriam os anos oitenta, quando a Springfield implementou um novo conceito de moda e formato comercial, baseado na produção e comercialização de artigos básicos para um homem que parecia interessar-se cada vez mais pela moda. A primeira loja da marca abriu no ano de 1988 em Madrid. O êxito da nossa primeira loja foi imediato, visto que não havia nenhuma do género em Espanha. Neste seguimento, a Springfield decidiu vender todas as camisas ao mesmo preço e o mesmo ocorria com as calças e as camisolas. A partir daí começamos a crescer e o negócio foi evoluindo até se tornar numa cadeia de moda dedicada a um estilo casual e urbano, tanto para o segmento masculino, como para o feminino», afirma Juan Carlos Escribano, director-geral da Springfield, que detém actualmente 665 pontos de venda. Oferecendo uma excelente relação entre qualidade e preço, a Springfield, acabou por se posicionar à margem das marcas “low cost” muito graças ao seu estilo próprio. As cadeias low cost contam com preços baixo e colecções muito amplas, mas não têm um estilo concreto. Já a Springfield oferece um preço atractivo e um estilo de vida. Temos uma equipa de design para cada marca do grupo Cortefiel, e a da Springfield é multi-cultural, jovem e moderna», revela o director-geral da marca. Tendo começado apenas com a comercialização de linhas masculinas, em 2006 a marca decidiu alargar-se ao segmento feminino, com o lançamento da “Springfield Women”. Desde o princípio, pensamos numa colecção que pudesse complementar a linha de homem e que fosse dirigida a uma mulher entre os 20 e os 30 anos, com uma mentalidade aberta, jovial e um espírito aventureiro», explica Juan Carlos Escribano. No ano passado, a Spriengfield foi ainda mais além, criando uma linha exclusiva, baptizada Up – Urban Project. Tínhamos a sensação que não estávamos a satisfazer o cliente Spriengfield a 100%, sobretudo em ocasiões especiais ou quando o trabalho exigia algo mais sofisticado. Por isso mesmo decidimos lançar a Up», acrescenta Juan Carlos Escribano. Presente em 48 países, a Spriengfield continua a investir na expansão e internacionalização e tem em vista, ainda para o corrente ano, entrar em mais seis ou sete países. Temos sempre em mente conquistar mercados distintos, nomeadamente a China, países do Norte de áfrica como a Túnisia ou a Argélia, América Central e Europa de Leste. No próximo ano vamos abrir lojas nas Repúblicas do Báltico. O mercado prioritário é o europeu, mas as nossas colecções são tão globais que damos igualmente bastante importância a mercados como o México, a Rússia e o Médio Oriente», conclui Juan Carlos Escribano.