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Springkode cresce com a Google

Com menos de dois anos de atividade, a Springkode revolucionou o conceito de compra em “lojas de fábrica”. Depois de conquistar o comércio online e integrar o segmento de homem, a startup portuguesa prepara-se agora para participar na primeira edição do programa Google Startups Growth Lab em Portugal.

Reinaldo Moreira

A plataforma Springkode apresentou o seu website, pela primeira vez, em setembro de 2018, disponibilizando «roupa de alta qualidade diretamente a partir de uma rede exclusiva de fábricas têxteis que produzem para as melhores marcas de luxo mundiais», descreve a empresa na respetiva página. Ao abrigo do upcycling, vende as suas criações originais e exclusivas, produzidas com matérias-primas excedentárias, diretamente ao consumidor final «a preços mais baixos do que os das grandes marcas», continua.

Este ano, a empresa deverá integrar o grupo de startups portuguesas convidadas pela Google para o lançamento do Growth Lab, em Portugal. Com início previsto para 27 de janeiro, o programa de aceleração decorrerá nos escritórios da Google, em Lisboa, e agrega as startups em estágio inicial de atividade que a multinacional entendeu reunirem o maior potencial de aceleração de crescimento.

Ao contrário de outros programas, a candidatura ao Growth Lab é de acesso exclusivo por convite. «É para nós um orgulho saber que o nosso trabalho despertou a atenção da Google e que nos selecionaram para o lançamento do programa Startups Growth Lab em Portugal», confessa Reinaldo Moreira, CEO da Springkode. «É uma oportunidade excelente para acelerarmos o nosso crescimento de uma forma sustentável, com aprendizagens e melhorias concretas que alavanquem o sucesso da Springkode», considera.

O programa deverá terminar a 17 de março de 2020.

Farfetch potencia Springkode

Já no final do ano passado, a Springkode tinha terminado o programa de aceleração Dream Assembly da Farfetch. Na sua terceira edição, a empresa de comércio eletrónico juntou sete startups, entre as quais a plataforma de comércio eletrónico se constituiu como a única portuguesa, ao lado das estrangeiras BECOCO, Brandpoint Analytics, Change of Paradigm, Inline Digital, Mirow e Personify XP.

Lançado em 2018, o Dream Assembly incluiu workshops, sessões individuais com líderes seniores da Farfetch e das empresas parceiras, e reuniões de mentoria sobre tópicos como e-commerce, marketing, tecnologia, moda, logística e operações. «Temos visto passar pela Dream Assembly startups incríveis e tem sido fantástico poder apoiar a próxima geração de empresas tecnológicas dedicadas a moldar o futuro do e-commerce», explicou Stephanie Phair, Chief Customer Officer da Farfetch, ao Jornal T.

Durante o ano passado, a Springkode aumentou a sua comunidade de fábricas parceiras de 3 para 14 e conta agora com «uma oferta de roupa de elevada qualidade para homem e mulher», refere em comunicado. Em dezembro, a empresa revelou ao Observador que estava «em conversações com potenciais parceiras espanholas, romenas e inglesas». Apesar de 80% das vendas estarem concentradas em Portugal – distribuindo a restante fatia por Espanha, Reino Unido e França – a plataforma quer chegar a «outras geografias» e espera, em 2020, atingir os 300 mil euros de faturação.