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Squarcione: feiras sem fronteiras

Expositora incondicional do Modtissimo, a Squarcione continua a ter a Première Vison Manufacturing, em Paris, como a sua feira por excelência, à qual regressou com uma exposição de artigos emblemáticos do seu “savoir-faire”.

Depois de um ano se ausência e muitos de presença regular, a Squrcione esteve, em setembro último, de volta à feira parisiense Première Vision Manufacturing. «Durante o ano de 2016 não efetuámos ações internacionais por uma questão de reorganização, também de fidelização de clientes e como estávamos a ter dificuldade na capacidade de respostas de todas as consultas que tinham sido solicitadas, suspendemos para podermos, de facto, responder de forma eficaz e não colocar a imagem da empresa em questão», explica Mónica Ribeira, CEO da Squarcione.

O impacto da internacionalização afetou, de forma positiva, a empresa, que considera a participação em feiras internacionais «fundamental para nós e foi o caminho certo», garante a CEO.

Em Paris, a especialista em vestuário exibiu «blazers clássicos de homem com os acabamentos interiores bastante personalizados e diferentes», identificando como uma tendência cada vez mais procurada por clientes. Uma mostra que apresentou “em casa”, no Modtissimo, no início deste mês de outubro, com igual sucesso junto dos compradores.

A Squarcione, que tem no design desenvolvido dentro de portas o seu maior trunfo, revelou, ao Portugal Têxtil, que «atualmente a empresa está a dinamizar a produção para outras marcas. Não estamos focados no desenvolvimento da nossa marca, isso ainda está em stand by» embora admita ser um projeto a curto prazo.

O grupo, constituído pela Squarcione e por outra empresa familiar, reúne um efetivo de 110 colaboradores, absorvendo nas suas células organizacionais os serviços de corte, confeção e acabamento com capacidade produtiva de 6 mil peças por mês.

A Squarcione exporta 95% da produção e tem como principais mercados França, Espanha e Inglaterra. Já os tecidos que utiliza na confeção das peças são provenientes da Europa, principalmente de Itália mas há também “made in Portugal”.

Os objetivos para estas feiras, sejam elas aquém ou além-fronteiras, são sempre a captação de «novos contactos e continuar a fidelizar os clientes» já estabelecidos da Squarcione, afirma a CEO, que assume «a missão cumprida».