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Stocks de algodão mundial em queda

A produção está a gerar menores rentabilidades e o consumo aumentou graças a preocupações de sustentabilidade.

Os stocks mundiais de algodão deverão reduzir-se na próxima época, graças a uma combinação de consumo mundial e de diminuição da produção. A organização International Cotton Advisory Committee (ICAC) deu conta destas novas projeções para a matéria-prima, que é uma base importante do sector têxtil.

Deste modo, na época que se avizinha e que começa em agosto, o consumo de algodão deverá crescer para 26,5 milhões de toneladas, um dado baseado nas tendências do consumidor, assim como nos custos ambientais e de produção associados aos sintéticos.

Paralelamente, no entanto, a produção global deste material deverá descer, tendo em conta rentabilidades menores e uma redução da área cultivada. O ICAC estima que no período 2018/2019 o fabrico deverá ficar-se pelos 25,4 milhões de toneladas. Por consequência, os stocks mundiais de algodão irão reduzir-se para 18,2 milhões de toneladas, com o comércio global a atingir as 9,15 milhões e toneladas.

O ICAC também atualizou números da época que agora está a terminar, com uma produção de 25,8 milhões de toneladas e um consumo de 25,4 milhões. As subidas no fabrico de algodão estão a ser originadas mais pelo aumento da área plantada do que da rentabilidade, que anda nos 778 quilos por hectare, um aumento de 0,1% face à época anterior. As plantações cresceram 12% em termos homólogos.

A maioria dos países que produzem algodão estimam uma subida da área plantada no período 2017/2018, com a exceção da Austrália, que reduziu o tamanho das plantações e aumentou a rentabilidade em 16%. A Índia e o Paquistão alargaram a área, mas perderam produção graças a uma praga.

No ao passado, a tendência era precisamente a contrária (ver Mercado inundado de algodão).