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STV israelita vai crescer 10% em 2000

A indústria têxtil e do vestuário israelita, independentemente da crise que a vitima, provocada pelo significativo aumento das importações, apresenta o sector a realizar em 1999 cerca de 257 milhões de contos de vendas para o mercado externo, constituindo um crescimento de 8% relativamente a 1998, sendo o melhor resultado dos últimos cinco anos. Prevê-se a manutenção desta tendência para este ano já ao ritmo de 10%.

Considerando a estagnação global da actividade, só o sucesso internacional permitiu a manutenção dos 38.000 postos de trabalho do sector. Refira-se que, face ao aumento da taxa de desemprego que já se fixa nos 9%, o Estado vai contribuir para atenuar o problema, estimando que poderá contratar cerca de 2.500 novos colaboradores. Entre alguns indicadores encorajantes, sublinhe-se o crescimento das despesas em equipamento de cerca de 80% no ano transacto, significando uma inequívoca vontade dos empresários israelitas em impulsionar a produtividade e promover a competitividade dos seus artigos.

Refira-se que, neste investimento global da ordem de 3,663 milhões de contos, deve-se também considerar investimentos realizados para deslocar partes da produção para países vizinhos, com menores custos salariais, nomeadamente o Egipto, a Jordânia e a Palestina, que agora inicia a sua aposta no STV e no calçado. Todo este esforço é vital para as marcas israelitas, mesmo para salvaguarda do seu mercado interno, numa fase de novas reduções dos direitos alfandegários sobre as importações têxteis, e num contexto onde, para além dos artigos de baixa gama da Turquia e do sudoeste asiático, a euforia dos consumidores israelitas pelas marcas europeias e americanas despoletaram as importações, colocando no mercado artigos ditos ocidentais produzidos nos países em vias de desenvolvimento.