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Suécia ataca Portugal

Esta sexta-feira 2 de Dezembro, a marca sueca de vestuário de skate, surf e snowboard WE vai inaugurar oficialmente a primeira loja em Portugal, escolhendo a Ribeira da cidade do Porto como primeira paragem, seguindo-se o Chiado, em Lisboa, no dia 15 de Fevereiro do próximo ano. Afirmando-se como uma marca de nicho de mercado, a WE não se pode encontrar nos centros comerciais ou em grandes armazéns, mas em locais escolhidos pela cultura urbana onde há «vida além do Skate», como diz o seu slogan, extrapolando o seu espírito de free ride a outras áreas. Está presente em 15 países, privilegiando a Itália, o Canadá, o Reino Unido e a Escandinávia (com três lojas próprias no país de origem), um núcleo duro ao qual acrescentou no ano passado os Estados Unidos, onde está presente em 20 pontos de venda, com uma loja própria em Beverly Hills.

Numa gama que vai da roupa interior, t-shirts e sweatshirts até às calças de ganga, blusões e acessórios, Portugal assegura cerca de 70 por cento da produção, nomeadamente as malhas, os estampados, assim como a confecção, «onde temos um serviço com qualidade e competitivo», assegura Paulo Pereira, representante em Portugal desta marca, ao Jornal Têxtil (JT). A China responsabiliza-se provisoriamente pelos restantes 30 por cento, para as malhas exteriores e os artigos em ganga, mas o Brasil vai ser muito provavelmente o próximo país produtor deste último produto, dadas as suas qualidades nos acabamentos. A empresa sueca conta com apenas 20 pessoas, e desde 2000 até 2003 quadruplicou o seu volume de negócios, que ainda duplicou para os 12 milhões de euros no final do ano passado. Não faz outsourcing das actividades criativas, sendo todo o design, desde as colecções aos catálogos, da sua exclusiva responsabilidade, podendo o leitor deparar-se neste últimos com a insígnia WESC.

A WE envolve assim os clientes na ideia do colectivo «nós (we)» com o movimento SC, de Superlative Conspiracy, numa alusão à estratégia de comunicação muito baseada numa cumplicidade informal de quem a usa e divulga, confiando esta missão ao que chamam de WE-activist, embaixadores We-exclusive protagonizados por personalidades do desporto, ou ligados à moda, ao cinema ou à música. Se na primeira destas áreas a WE já foi convidada pela Adidas para desenhar um fato de treino, t-shirts, sacos e 3 modelos de sapatilhas em edição limitada – com o seu logo associado às três riscas da marca -, na área do cinema tem contado com o actor Jason Lee, entre outros. E na da música destacou-se o lançamento em 2003 de um CD com letras de artistas suecos de hiphop e de RnB, sucesso que levou a marca a convidar os Blasted Mechanism para colaborar nas letras para as suas promoções. «Vamos investir em eventos culturais também em Portugal, associando a música e a moda WE à irreverência e inovação», complementa Eduardo Guerra, responsável pela comunicação e vendas deste projecto. Os 10% do volume de negócios que a WE dedica à sua divulgação envolve estações de rádio nacionais, dá direito a aparecer no Blitz e na revista Dif e a receber os convidados na rua Mouzinho da Silveira com um cocktail com dj’s convidados, seguida de uma festa com passagem de modelos no bar Bazaar.