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Sweatrofa fixa novas metas

Com novas instalações, que irão permitir um aumento da capacidade de resposta, a Sweatrofa tem agora os olhos postos na diversificação da lista de clientes, cujo primeiro lugar é ocupado atualmente pela Salsa.

As novas instalações da empresa, que emprega cerca de 95 pessoas, foram construídas de raiz e inauguradas no passado mês de abril, correspondendo a um investimento de cerca de um milhão de euros. «Tínhamos medo de dar o passo e, por isso, quando decidimos este projeto, há um ano e meio atrás, ficamos com dúvidas, com tanta crise, com tantas notícias a meter medo… Para a frente não sabíamos o que vinha, mas tínhamos 15 anos para trás. Baseados nos 15 anos que ficaram para trás, atirámo-nos para a frente e estamos aqui», afirmou, de forma simples, Arnaldino Reis, que gere os destinos da empresa juntamente com Conceição Pinto.

A Sweatrofa, que espera terminar o ano com um volume de negócios de 1,5 milhões de euros, foi contemplada com incentivos fiscais por parte da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, no montante de 40 mil euros, ao abrigo do Regulamento de Projetos de Investimento de Interesse Municipal – Made 2IN. Durante a inauguração das instalações, que contou com a presença do edil de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, Arnaldino Reis assumiu que este é «um pequeno grande apoio. É de louvar a iniciativa da Câmara de Famalicão ou de outra Câmara que proceda da mesma maneira – é importante que as empresas sintam algum apoio, não sendo só dificuldades».

Fundada em 1999, a empresa deu os primeiros passos na Trofa, mas a parceria em 2005 com a Irmãos Vila Nova e a marca Salsa mudou o rumo da sua história. «A partir daí, achámos que Ribeirão seria o sítio ideal, para estarmos próximos da sede [da Salsa] e por facilitar todos os movimentos e todos os transportes», explicou, num artigo publicado na edição de julho/agosto do Jornal Têxtil. As novas instalações estão apenas a alguns metros da Salsa, permitindo «em cinco minutos resolver qualquer problema», acrescentou.

Embora a relação com a marca portuguesa «se mantenha igual», mesmo depois da aquisição de 50% pela Sonae, os objetivos da Sweatrofa passam por encontrar novos parceiros e, sobretudo, ter capacidade de resposta para quem procura os seus serviços de acabamento de vestuário: colocar de botões e etiquetas, fazer o controlo de qualidade, passar a ferro e embalar. «Atualmente temos 60% da nossa produção tomada pela Salsa, 30% por uma empresa que produz em Cabo Verde e que tinge e lava na lavandaria aqui ao lado, dos Irmãos Vila Nova, e, quando conseguimos encaixar uns clientes mais pequenos, vamos encaixando», revelou Arnaldino Reis. «Temos alguns contactos e a perspetiva de novas parcerias, que estamos a desenvolver, e estamos a preparar-nos para dar o passo seguinte, que é aumentar a capacidade, criar postos de trabalho e aumentar a produção, se calhar ainda este ano», adiantou o administrador ao Jornal Têxtil.