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Tajiservi é mais do que bordados

Como forma de marcar a sua evolução, que a coloca além do comércio e serviços relacionados com máquinas de bordar e inclui equipamentos e soluções para áreas como a estamparia digital e aplicação de pedraria e acessórios, a empresa mudou agora a denominação social para simplesmente Tajiservi S.A.

A mudança retira “Máquinas de Costura e Bordados, S.A.” da designação da empresa, que legalmente passa a ser identificada como Tajiservi S.A.

«Esta foi uma importante alteração porque, já há alguns anos que não fazia qualquer sentido apresentarmo-nos com essa denominação. A Tajiservi é muito mais do que comércio e serviço a máquinas de bordar», afirma José Barroso, responsável de marketing digital da empresa. «[A empresa] comercializa todo o tipo de equipamentos e consumíveis para a indústria dos bordados, da estamparia e impressão digital, da área da publicidade, passando também pelas áreas da confeção e do calçado e marroquinaria, bem como faz todo o tipo de formação e suporte para todos os equipamentos», explica ao Portugal Têxtil.

Inicialmente focada nos bordados – o nome foi beber inspiração à japonesa Tajima, uma referência do sector, cujas máquinas a Tajiservi comercializa –, a empresa portuguesa tem vindo paulatinamente a alargar o seu leque de influência, incluindo a comercialização de software de picagem de bordados e automação de produção da Pulse, plotters de corte da marca Summa, prensas da Lotus, máquinas especiais para tecidos em rolo, como calandras, aplicação de foil, de gravação em relevo e de bonding da Muratex, e sistemas de estamparia direta em peças e rolo da Kornit, entre outras.

Diversificação do negócio

A estamparia digital é, de resto, uma das áreas onde a Tajiservi pretende crescer. «A Tajiservi, em termos de objetivos, tem uma posição bastante grata, porque, no sector onde nos posicionamos, somos líderes. Um dos objetivos, seguramente, é mantermo-nos líderes, estarmos sempre como primeira preferência dos nossos clientes», revelou Júlia Petiz numa entrevista ao Jornal Têxtil antes da inauguração das novas instalações, em janeiro do ano passado. Como segunda meta, a CEO apontou «crescer no sector da estamparia, onde não temos grande expressão ainda, quer pela via dos equipamentos digitais, quer pela via de produtos mais tradicionais no sector da estamparia, como são os glitters e os foils».

Júlia Petiz

A pandemia veio estimular a diversificação da atividade da empresa, que criou a marca Higibox – uma linha de soluções de desinfeção e higiene – para o combate ao Covid-19. «A Tajiservi sentiu, como todas as empresas do país e do mundo, com a exceção daquelas que já atuavam em áreas de negócio relacionadas com as necessidades provocadas pelo alastramento do vírus, que teria que reagir», justificou Júlia Petiz. «Uma notícia sobre a desinfeção de pessoas em aeroportos captou a nossa atenção. Iniciámos uma busca imediata das soluções existentes no mercado. Descobrimos que se poderiam usar químicos, ultravioletas e também ozono para fazer a desinfeção de pessoas e espaços», contou a CEO, e foram essas tecnologias que usou nos pórticos de desinfeção que comercializa.

No seu portefólio, a empresa especialista em equipamentos e consumíveis para a indústria têxtil conta ainda com as marcas próprias GEMfix, que inclui máquinas de pedras e tachas, máquinas de corte de materiais em rolo e ainda máquinas de fazer cordão desenvolvidas e construídas internamente, e ExpressLaser, vocacionada para máquinas de gravação e corte a laser.