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Tajiservi inaugura instalações com 3 R’s

Em vez do tradicional cortar de fita, a empresa especialista em equipamentos e consumíveis para a indústria têxtil optou por uma conferência sobre as mudanças de paradigma no consumo têxtil, que reunirá construtores de maquinaria e especialistas nas novas instalações, na Vila das Aves, no próximo dia 24 de janeiro.

Júlia Petiz

As alterações no consumo de moda e na forma como as empresas da indústria têxtil e vestuário terão de fazer negócio no futuro próximo deu o mote para a primeira edição das Tajiservi Talks, que coincide com a inauguração das novas instalações da empresa.

«Vivemos, no sector têxtil, momentos de incerteza, essencialmente no têxtil para a moda», nomeadamente com «a diminuição das encomendas do Grupo Inditex em Portugal», explica, ao Portugal Têxtil, Júlia Petiz. Mas a CEO da Tajiservi, acredita que não se trata da deslocalização das encomendas para Marrocos e para a Turquia, mas resultado de «um decréscimo gradual das compras de tudo o que é fast fashion, motivado por aquilo que vivemos ontem e que as novas gerações estão a dar uma importância fundamental – são sempre elas que movimentam os consumos de moda – e que tem a ver com a forma como elas se relacionam com tudo o que é têxtil: há um aumento substancial da venda de vestuário usado, há uma procura por produtos que garantam sustentabilidade nos seus processos de fabrico. Daí vem a ideia das Tajiservi Talks», justifica.

Os chamados 3 R’s – reduzir, reutilizar e reciclar – vão, por isso, estar em destaque. Com início às 10h, a parte da manhã será preenchida com a intervenção por parte de representantes das máquinas de bordar Tajima, do software de personalização e automação Pulse, dos lasers para têxtil e calçado Seit Electronica, da impressão digital direta em têxteis Kornit, das películas para personalização UES Foils e das lantejoulas e glitter da Düzey.

Já na parte da tarde estarão presentes, entre outros, Marta Cerqueira, editora executiva da Magg, do Grupo Observador, Catarina Lopes, criadora da marca Nüwa, Assunção Mesquita, consultora do Citeve em processos de sustentabilidades nas empresas da ITV, Paulo Gomes, fundador do Manifesto Moda e responsável pelo movimento Greencircle, Paulo Vaz, diretor das áreas de negócio da AEP e ex-diretor-geral da ATP, e ainda representantes da Twine e da Madeira Garnfabrik.

«Os dois momentos são muito interessantes para os nossos clientes do sector de bordados, que é onde temos maior presença. Para o sector têxtil em geral, muito provavelmente o período da tarde é o mais interessante porque é mais generalista e é onde se vai debater efetivamente têxtil», realça Júlia Petiz.

Valências melhoradas

Esta Tajiservi Talk marca uma mudança aguardada pela empresa para as novas instalações, um espaço com uma área coberta de cerca de 1.200 metros quadrados. «A Tajiservi sente necessidade de mudar de instalações há vários anos. Demorámos algum tempo a encontrar uma localização que não se distanciasse em demasia das atuais instalações, porque estão no centro da nossa acessibilidade em relação aos clientes e dos clientes em relação a nós», revela a CEO.

O espaço vai permitir, além de uma reorganização interna, a apresentação das soluções da Tajiservi, que incluem, além de consumíveis, máquinas de bordar, de aplicação de pérolas e pedras, lasers e tecnologia de impressão. «Com este espaço de showroom ganhamos capacidade para poder apresentar as soluções aos nossos clientes», admite Júlia Petiz, reconhecendo ainda «a capacidade que ganhamos em termos de armazenamento. Nos últimos anos estávamos a ter dificuldade em melhorar a nossa capacidade de fornecimento de alguns produtos por incapacidade de armazenamento».

No dia seguinte à inauguração, de resto, a 25 de janeiro, a empresa vai organizar uma Open House no espaço de armazenamento para mostrar a sua oferta. «Teremos presentes as maiores áreas que representámos», adianta a CEO, afirmando, que «apresentaremos, pela primeira vez em Portugal, a solução 3sixty, da ACG Fyrtal, uma solução para impressão em superfícies redondas, como garrafas e copos, que já temos há vários meses dentro de portas e não tínhamos condições para apresentar».

No total, a Tajiservi representa 16 marcas em Portugal e desenvolve equipamentos sob duas marcas próprias: a GEMfix, dedicada a máquinas para colocação de pedras por ultrassom de aplicação a quente e máquinas de corte de películas para transferes, e a ExpressLaser, vocacionada para lasers. Em 2019, a empresa, que emprega 21 pessoas, registou um volume de negócios à volta dos 3 milhões de euros.