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Talento europeu invade o Porto

Organizado pelo CENIT – Centro de Inteligência Têxtil, o Porto Fashion Show conta, nesta edição, com jovens designers formados pelo Modatex, IED Madrid, Atelier Chardon Savard, Esmod Berlin, Accademia Koefia e Falmouth University, que irão competir pelo reconhecimento de um júri internacional e por um prémio monetário de 5.000 euros para o grande vencedor final, a que se soma um prémio de 3.000 euros para o melhor designer de cada país. Paulo Vaz, presidente do conselho de administração do CENIT, será o presidente de um júri composto ainda pelo reputado designer de moda Luís Buchinho, em representação de Portugal, Jaime de la Figuera, consultor do salão madrileno Momad Metrópolis em representação de Espanha, a jornalista francesa Catherine Toffaletti, do Le Fashion Post, em representação de França, Brigitte Nutz, gestora de projeto na área de moda e tecidos de vestuário da Messe Frankfurt em representação da Alemanha, Giovanni Conti, professor e investigador na área do design do Politecnico di Milano em representação de Itália, e Julie Driscoll, portfolio director do salão Pure London, em representação do Reino Unido. Este painel reputado irá julgar o trabalho dos designers, cujo desfile final está agendado para o dia 25 de fevereiro, às 18h15, na Alfândega do Porto, integrado no salão profissional Modtissimo, já na sua 45.ª edição. O objetivo do Porto Fashion Show, contudo, passa ainda por promover a indústria têxtil e vestuário portuguesa junto dos novos talentos que vão marcar o futuro da moda europeia. «O grande objetivo que norteia este concurso é que jovens designers vindos de Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido conheçam e interajam com empresas de referência da nossa indústria têxtil e vestuário, que tem um know-how excecional e raro no mundo», refere Paulo Vaz, presidente do conselho de administração do CENIT. Do programa consta, por isso, a visita a cinco exemplos do melhor que se faz em Portugal: A2 Asdrubal J.A, Adalberto Estampados, Crispim Abreu, Pizarro e Polopique. Criada em 1999, a A2 Asdrubal J.A., sediada em Santo Tirso, produz vestuário para grandes marcas internacionais, incluindo a Levi’s, e personalidades como Paul McCartney, Lindsey Lohan ou Dominic Monaghan já vestiram peças confecionadas na empresa. Com 94 funcionários, a A2 tem uma operação vertical a partir do tecido à peça final. Pioneira em estamparia digital, a Adalberto Estampados, fundada em 1969, é uma referência na moda internacional, produzindo tecidos estampados digitalmente para nomes como D&G, Jean Paul Gaultier, Burberry, Versace e Cavalli. Além dos tecidos, a empresa produz ainda têxteis-lar, em private label, com marca própria e com licenças. A Crispim Abreu é outra das referências na indústria têxtil e vestuário portuguesa. Fundada em 1981, tem duas áreas distintas: têxteis-lar, nomeadamente mantas e jogos de cama, e vestuário em malha, sendo responsável pela produção das coleções de roupa de criança de Agatha Ruiz de la Prada e Miguel Vieira Junior. A empresa produz ainda malhas circulares e integrou recentemente a estamparia digital entre as suas valências. A Pizarro, por seu lado, produz para marcas como a Pull & Bear, tendo um efetivo de 650 trabalhadores. É uma empresa de renome em termos de inovação, com processos de acabamento de denim revolucionários, como o Icelite e, mais recentemente, o Ecoblast. Completamente vertical, a Polopique integra fiação, tecelagem e confeção entre as suas valências, dando emprego a 720 pessoas. Os tecidos que saem da empresa de Moreira de Cónegos são selecionados por marcas reputadas, enquanto a confeção trabalha em exclusivo para o grupo Inditex. Esta é a terceira edição do Concurso Europeu de Jovens Designers, que em 2013 distinguiu a alemã Catharina Saffier e em 2011 a francesa Bértille Goux, atualmente a trabalhar como designer na marca Isabel Marant.