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Techtextil com regresso bem-sucedido

A mais recente edição da feira de têxteis técnicos e não-tecidos Techtextil, que não se realizava desde 2019 por causa da pandemia, convenceu os expositores, os visitantes e a organização, que acredita que o modelo irá servir de exemplo para as próximas feiras têxteis.

A Techtextil, que teve lugar de 21 a 24 de junho, em paralelo com a Texprocess, dedicada ao processamento de têxteis e materiais flexíveis, contou com 1.141 expositores de 47 países e cerca de 44 mil visitantes – no conjunto, ambas as feiras reuniram 48 mil visitantes de 105 países.

Olaf Schmidt [©Messe Frankfurt Exhibition GmbH/Thomas Fedra]
«A primeira edição da Techtextil e da Texprocess desde a pandemia de coronavírus cumpriu o forte desejo da indústria de, finalmente, se encontrar de novo cara a cara. Estamos satisfeitos por este reinício ter sido excelentemente recebido pelos expositores e visitantes de todo o mundo. No centro de exposições de Frankfurt, fomos capazes de criar um espaço para os representantes da indústria trocarem ideias sobre os tópicos futuros da indústria têxtil e vestuário», afirmou Olaf Schmidt, vice-presidente de têxteis e tecnologias têxteis da Messe Frankfurt.

Michael Jänecke [©Messe Frankfurt Exhibition GmbH/Thomas Fedra]
«Com foco na sustentabilidade e nas inovações, criamos valor acrescentado real para os visitantes. Nunca antes tinha havido tanto interesse em soluções inovadoras e sustentáveis. A Techtextil e a Texprocess oferecem uma plataforma ideal para a apresentação de produtos progressivos e apoio ao desenvolvimento orientado para o futuro da indústria», acrescentou Michael Jänecke, diretor de marca de têxteis técnicos e processamento têxtil da Messe Frankfurt.

Nuno Vitó

Empresas satisfeitas

«Estamos muito contentes por estar de volta após três anos de ausência forçada», confessou Nuno Vitó. Nesta edição recebeu «bastantes visitas internacionais, mas mais europeus», adiantou o diretor comercial da Cordex, que é, juntamente com a Endutex, a mais antiga presença portuguesa na Techtextil. «Tivemos contactos de clientes já existentes e tivemos alguns que agora terão de ser desenvolvidos e que podem ser oportunidades de negócio», explicou ao Portugal Têxtil.

Gonzaga Oliveira

Gonzaga Oliveira, CEO da Artefita, também uma veterana na feira, salientou que os primeiros dois dias da Techtextil fizeram «recordar a nossa primeira participação em 2005, em que fizemos 100 contactos em três dias de feira», sendo que no segundo dia, com mais de 50 contactos realizados, «se calhar vamos ultrapassar», antecipou.

Já a Trim NW esteve pela segunda vez na Techtextil e acabou por ser surpreendida. «Até estávamos à espera que fosse mais fraca, mas além de termos muito movimento, tivemos alguns contactos bastante interessantes de empresas que não conhecíamos e que podem ter algum potencial para nós», destacou Rui Lopes. França, Croácia e Estónia foram algumas das nacionalidades que visitaram o espaço da Trim NW, com potenciais clientes a procurarem «alternativas aos produtos asiáticos», adiantou o CEO.

Rui Lopes

A estreante Tiajo ficou igualmente satisfeita. «Tínhamos já bastante curiosidade relativamente a esta feira, porque estamos dentro dos artigos técnicos. No entanto, tínhamos subestimado um pouco, porque pensávamos que era uma feira mais especializada em determinados artigos que não vestuário, o que não se verificou. A feira foi bastante positiva, para uma primeira vez ainda mais», garantiu Jorge Silva.

Jorge Silva

«Para além de novos clientes que temos identificado, mesmo clientes nossos regulares visitaram a feira», afiançou o gestor comercial, que considera que o objetivo inicial foi cumprido. «Uma primeira vez nunca pode ser muito mais do que dar a conhecer os nossos produtos, as nossas novidades, não só dentro da sustentabilidade, mas mesmo com novos artigos, como retardantes de chama, alta durabilidade e alta tenacidade. Por isso, o balanço é positivo», resumiu.

A comitiva portuguesa regressou ainda a casa com um prémio de inovação da Techtextil, atribuído ao projeto de utilização de resíduos de couro animal da indústria automóvel para produzir revestimentos têxteis, desenvolvido pelo CITEVE em parceria com a ERT, o CeNTI e o CTIC.

CITEVE [©Messe Frankfurt Exhibition GmbH/Jean-Luc Valentin]