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Tecidos contrariam tendência

A contracção das exportações da ITV nacional no ano transacto não reflectiu a evolução de todas as categorias exportadas, houve produtos cujas vendas ao exterior se mostraram dinâmicas. Os tecidos impregnados são disso exemplo, com um crescimento de 5,0%, as exportações desta categoria de produtos ascenderam a 91,2 milhões de euros totalizando um volume de 21,2 mil toneladas.

Neste contexto, os tecidos impregnados que incluem têxteis desenvolvidos para aplicações técnicas, como os tecidos revestidos, recobertos com polímeros e os tecidos forrados com feltros ou combinados com uma ou mais camadas de borracha foram responsáveis por 10,8% das exportações totais de artigos têxteis efectuadas em 2004.

Nas exportações, a Espanha e a Alemanha destacam-se como principais parceiros comerciais com pesos relativos de 14,6% e 32,8%, respectivamente. Refira-se que comparando com 2003, em 2004, as exportações para estes mercados cresceram significativamente com destaque da Espanha, uma vez que registou um aumento de 17,0%.

O mercado extra-comunitário tem alguma expressividade nas exportações de tecidos impregnados lusas absorvendo 22,6% do valor total comercializado com o exterior. Merecem referência os EUA com um peso relativo de 8,2% tendo registado um crescimento de 13,6% face a 2003.

No que respeita às importações, durante o ano transacto o mercado nacional absorveu 153,2 milhões de euros de tecidos impregnados correspondendo a um volume 15,8 mil toneladas. De facto, numa altura em que as importações do sector têxtil registaram uma significativa contracção, as importações de tecidos impregnados não foram excepção tendo caído 2,7%. Note-se que esta categoria de produtos representa actualmente 9,1% das importações totais de artigos têxteis efectuadas por Portugal.

O mercado intracomunitário assume-se como principal origem das entradas nacionais uma vez que 97,3% das importações tiveram origem neste mercado com destaque para a Espanha, Alemanha e França que no seu conjunto foram responsáveis por 55,5% das importações totais. Merecem também referência a Itália e a Bélgica já que foram responsáveis por 12,6% e 12,4% das compras nacionais no exterior.

Em suma, a análise do comércio internacional de tecidos impregnados evidencia um aumento do peso visível quer nas exportações quer nas importações reforçando a importância deste tipo de artigos de maior valor acrescentado no comércio internacional português.

 

Esta análise está disponível em ficha informativa no PortugalTêxtil.com