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Temperaturas aquecem H&M

O tempo quente alimentou o maior aumento das vendas mensais da H&M nos últimos cinco anos no mês passado, embora o segundo maior retalhista mundial de moda tenha assinalado um início fraco em abril, com o regresso das temperaturas mais frias. A cadeia de moda sueca indicou que as vendas comparáveis, que incluem as vendas nas lojas, on-line e por catálogo, aumentaram 16% em moeda local no mês passado, ultrapassando as expetativas dos analistas consultados pela Reuters de um crescimento de 12,4%. As vendas totais do grupo, que compete com o número um do mundo, a Inditex, subiram 26%, em comparação com as previsões de um aumento de 22,7%. Para este crescimento contribuiu também a abertura de 279 lojas no ano desde março de 2011, elevando o número total para 2.517 lojas. «As vendas em março foram positivamente afetadas, entre outras coisas, pelo tempo favorável e pelo efeito de calendário», indicou a empresa em comunicado. «Estes fatores terão um efeito muito negativo em abril», acrescentou. Nils Vinge, presidente de relações com os investidores na H&M, revelou que as duas primeiras semanas de abril foram frias e não poderão ser comparadas com o tempo muito mais favorável em abril do ano passado. Além disso, os efeitos de calendário significam que haverá menos dias de compras de excelência em abril. Vinge avança mesmo que os efeitos de calendário em abril serão muito mais negativos do que o efeito positivo em março. As vendas neste ano financeiro, que para a H&M começou em dezembro, revelaram uma tendência forte, apesar da crise da dívida e das medidas de austeridade em grande parte da Europa, o principal mercado da empresa. Contudo, a H&M está a enfrentar dificuldades devido à força da coroa sueca, aumento dos salários nos centros de produção na Ásia e subida dos custos com os transportes, que pesaram nos lucros. Entre dezembro e fevereiro, a empresa registou um aumento do lucro em termos anuais pela primeira vez em cinco trimestres, mas os resultados ficaram abaixo das expetativas. A empresa atribuiu o lucro mais baixo do que o esperado aos planos para a criação de uma nova cadeia de lojas (ver H&M vai ter outras histórias) e outros investimentos para impulsionar o crescimento futuro. No final de março, a H&M revelou que as vendas totais no período até 27 de março aumentaram 22% em comparação com o mesmo período de um ano antes.