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Tempos difíceis na Benetton

Os lucros da Benetton caíram para quase metade no primeiro trimestre, com o volume de negócios a descer 5,5% e as margens a serem atingidas pelos preços mais elevados das matérias-primas. Contudo, a empresa registou um aumento de 6,1% nas vendas comparáveis diretas, graças a um crescimento em mercados emergentes como a Rússia, México, Coreia e Índia. Mas o resto da América Latina, China e Turquia registaram um declínio do volume de negócios, acrescentou a Benetton. Houve crescimento na Europa continental e um crescimento modesto nos EUA, indicou a empresa, mas a Europa do Sul, incluindo o mercado interno italiano, caiu. «O primeiro trimestre de 2012 acabou em linha com as nossas expetativas, com um resultado nada satisfatório, novamente influenciado pelo aumento dos custos – sobretudo com matérias-primas – que caracterizou os últimos meses de 2011», afirmou Biagio Chiarolanza, CEO de operações, unidades de negócio estrangeiras e finanças. «Sabemos que o reposicionamento não vai ser fácil e que os resultados do primeiro trimestre confirmam isso. No entanto, o processo está em curso e irá continuar com determinação. Ainda assim, com a crise económica a afetar os nossos principais mercados para os nossos produtos, não pode esperar-se uma recuperação rápida», acrescentou. A Benetton afirma que a continuada pressão sobre o volume de negócios significa que uma melhoria para o lucro operacional «não será possível» este ano, sendo possível novas quebras no lucro com o aumento dos custos do endividamento. A Benetton foi ainda recentemente obrigada a fazer uma doação para uma associação de caridade católica para pôr fim à disputa legal com o Vaticano relativa a uma publicidade que mostrava o Papa Bento XVI a beijar nos lábios um imã. A informação foi dada por um porta-voz do Vaticano, o Padre Federico Lombardi, que considerou esta uma vitória moral. Além do donativo, a Benetton prometeu não fazer circular nenhuma das fotomontagens e tentar impedir o uso da imagem por terceiros.