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Tendam sofre com a pandemia

O grupo detentor de marcas como a Cortefiel, Springfield e Women’ Secret viu as vendas afundarem mais de 75% entre março e maio.

[©Cinco Días]

O retalho de vestuário tem sido um dos mais visados pela crise provocada pela pandemia de Covid-19 e o grupo espanhol Tendam, detentor de marcas como a Cortefiel, a Springfield e a Women´ Secret não fugiu à regra. Entre março e maio, o primeiro trimestre fiscal da empresa, as vendas caíram 76%, para 52,1 milhões de euros.

«O período reportado coincide com o pico da pandemia de Covid-19, em que a maioria dos países em que a Tendam opera mantiveram as lojas praticamente fechadas. O fecho das lojas físicas e as restrições de movimentos impactaram diretamente as vendas totais», justificou o grupo em comunicado, citado pelo Cinco Días.

A queda nas vendas foi, contudo, amortizada pelo canal online, cujas vendas cresceram 54%, representando 44% das receitas totais. No caso da Women’ Secret, o crescimento chegou a registar picos de 115%. No final do exercício de 2019, o online representava 10% das vendas no mercado espanhol.

«A situação de excecionalidade que temos vivido colocou ainda mais em causa a importância do nosso negócios digital como parte do ecossistema da Tendam e da sua estratégia. A íntima conexão dos nossos clubes de fidelidade com um modelo digital totalmente conectado com uma rede de lojas centrais e flexível aproxima-nos mais do nosso objetivo de triplicar as vendas digitais nos próximos três anos. A rentabilidade superior do nosso negócio online contribuirá de forma relevante para o crescimento do EBITDA do grupo», defende, em comunicado, o presidente do Tendam, Jaume Miquel.

O EBITDA relativo ao primeiro trimestre foi de 47 milhões de euros negativos.

Ainda devido à pandemia o grupo espanhol teve que recorrer ao ERTE (programa de ajuda espanhol semelhante ao regime de lay-off simplificado adotado pelo governo português). O grupo recorreu ainda um empréstimo avalizado de 132 milhões de euros.