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Terrorismo não afecta Paquistão

Apesar da tão propalada crise no têxtil e vestuário paquistanês, determinados artigos integrados nas classes de roupa de cama e vestuário, parecem estar à margem deste cenário, uma vez que as exportações destes produtos apresentaram fortes crescimentos. De acordo com dados oficiais, as transferências do Paquistão de têxteis e vestuário para países que detêm quotas às importações cresceram, em 2001, 10% em termos de volume. As exportações para os EUA aumentaram 10,8%, enquanto que o mercado da UE importou mais 13,2%. Em termos de volume, as exportações para o mercado americano tiveram um acréscimo de 2,6% e para a UE cresceram 6,6%. Como os valores demonstram, as relações comerciais entre o Paquistão e, nomeadamente, os EUA não foram afectadas, pelo menos no que respeita ao têxtil e vestuário. Em Novembro, as importações oriundas deste país asiático cresceram 25,3%, que terá que ser relativizado pelo facto de nos dois meses anteriores o mundo ter entrado em choque face aos acontecimentos de 11 de Setembro. As exportações para a UE também apresentaram um crescimento significativo, o qual não poderá estar dissociado da decisão da Comissão Europeia em aumentar as quotas das importações oriundas do Paquistão. A questão que se coloca actualmente é, se face à instabilidade da conjuntura mundial, as exportações paquistanesas continuam a assumir uma forte preponderância mundial, então o que será de esperar se o cenário se tornar mais favorável e as exportações paquistanesas continuarem a beneficiar de privilégios, que advieram dessa mesma instabilidade mas que se manterão no futuro e que servirão de base nas próximas negociações, com vista à liberalização do comércio.