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Testes alternativos

Foi submetido um pedido formal à Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA pedindo a aprovação de alguns testes de laboratório alternativos que poderão poupar milhões de dólares aos produtores de vestuário. A Comissão supervisiona a aplicação do Consumer Product Safety Improvement Act (Cpsia), que entrou em vigor a 10 de Fevereiro deste ano. O Cpsia exige que as empresas testem e rotulem produtos como vestuário e calçado à venda nos EUA para assegurar que têm quantidades seguras de chumbo e ftalatos (químicos comummente presentes nos plásticos). Mas como alguns produtos podem ter apenas uma pequena área com tinta (como os botões pintados numa peça de vestuário para criança), muitas amostras de produtos têm de ser destruídas no processo de teste, uma vez que a tinta tem de ser raspada das amostras, tornando-as inutilizáveis. Essas amostras – às vezes várias centenas por produto – são depois deitadas ao lixo, representando um grande custo para os produtores e para o meio ambiente. Para resolver este dilema, o laboratório de testes Intertek e a American Apparel and Footwear Association (Aafa) solicitaram à Comissão que aprovasse alguns métodos de teste diferentes, que podem ser usados à luz do Cpsia para detectar chumbo nas tintas e outros revestimentos de superfícies. Esses procedimentos, afirmam, resultam na destruição de muitas menos amostras, mantendo ou até melhorando, todavia, a fiabilidade dos testes. Especificamente, os dois organismos querem que a Comissão apoie a “amostra por spray” (pintando todo um produto com a mesma cor de tinta, dando aos funcionários do laboratório uma maior superfície revestida para testar), a possibilidade de “múltiplos selos” (estampar os produtos repetidamente com a mesma tinta para constituir uma amostra maior) e a hipótese “teste em componentes acabados”, permitindo que os botões pintados, por exemplo, sejam testados antes de serem cosidos a uma peça de vestuário, em vez de destruir a peça acabada durante o teste. «O que estamos a propor à Comissão de Segurança de Produtos de Consumo representa uma situação win-win-win: poupar aos nossos clientes tempo e dinheiro, evitar a destruição vã de produtos acabados e ao mesmo tempo melhorar a fiabilidade dos testes e a segurança em brinquedos para crianças, vestuário e outros artigos», explica Gene Rider, presidente para a América do Norte da Intertek Consumer Goods. Sob os seus regulamentos, a Comissão tem agora um «tempo razoável» para analisar a petição, tendo os subscritores da mesma pedido uma audiência pública para discutir as propostas.