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Texprocess Americas feita por encomenda

A recente edição da feira de tecnologia norte-americana, que decorreu em Atlanta, debateu formas de aumentar a rapidez de processos e colocar os produtos nas mãos dos consumidores o mais depressa possível.

A Texprocess Americas deste ano, que se realizou de 22 a 24 de maio, teve como tema central a tendência crescente para o vestuário feito por encomenda, um conceito que está a dar os primeiros passos. Por consequência, durante o certame, em Atlanta, os construtores de equipamento para o sector do vestuário mostraram como estão a trabalhar para fazer face às mudanças no mercado.

A Lectra, por exemplo, estreou a Cutting Room 4.0, uma solução que desenvolve padrões, moldes e cortes numa única plataforma. Jason Adams, presidente da Lectra na América do Norte, defendeu que a indústria tem que perceber como é que consegue responder mais rápido e colocar os produtos no mercado no menor tempo possível. «De uma perspetiva do fabrico por encomenda, é um passo enorme para a customização em massa», afirmou ao portal just-style.com. «Cada vez mais os millennials são impacientes e esquisitos a escolher e temos que perceber como responder o mais depressa possível, chegar rapidamente ao mercado e colocar os produtos nas mãos dos consumidores», acrescentou Jason Adams.

Já a Zund America, também especialista em sistemas de corte, procurou chamar a atenção para uma solução digital automatizada e integrada. Em conjunto com outros fornecedores como a EFI, a NextWave e a Henderson Sewing Machine, a Zund fabricou uma almofada em plena Texprocess. Beatrice Drury, diretora de marketing do grupo, assegurou que a colaboração na automação pode criar a capacidade de produzir rápida e flexivelmente a um custo mais baixo. «Se tem um processo digital como o que estamos a promover é assim que acontece a automação», explicou Beatrice Drury. «Não temos que produzir para stock, fabricamos em função dos pedidos», sublinhou.

Por sua vez, a especialista em linhas de costura para o sector industrial A&E marcou presença em força, com inovações como a Repel, um fio que apresenta repelência à água para coser e bordar. «Estivemos sempre com o stand cheio, desde a abertura até ao encerramento», revelou o coordenador de marketing global, Jacob Blackburn.

A Buhler Quality Yarns of Jefferson apresentou um produto que reduz a quantidade de cotão que se forma na roupa, o Ecosil, desenvolvido pela casa-mãe da Coreia do Sul, a Samil Spinning, enquanto a norte-americana Champion Thread, mostrou o seu fio SoftStitch, ideal para roupas de compressão como as peças com finalidade médica ou para a prática de de ioga.

A Merrow Sewing Machine, por seu lado, propôs algumas iniciativas novas, nomeadamente um serviço de reparações rápido.

A jogar em casa, a SoftWear Automation realizou um evento, antes da abertura de portas da Texprocess Americas, focado no produto de uma parceria com a Li & Fung e que irá, para já, abranger a produção de t-shirts.

Já durante os três dias de feira sob a chancela da Messe Frankfurt,  os executivos das construtoras de equipamento mostraram-se preocupados com a questão das tarifas que o governo de Trump quer aplicar a outros países, nomeadamente no caso da China, porque a lista de produtos importados que podem ser afetados inclui máquinas usadas no fabrico de têxteis, vestuário e calçado nos EUA.